
Entrevista coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
Como foi remodelar a equipe devido à expulsão do Josué, para suportar a pressão do Bragantino, ainda assim, o gol saiu nos minutos finais da partida? “Seabra elogiou o caráter competitivo da equipe e o reconhecimento do esforço por parte da torcida, e expressou orgulho pelo desempenho apesar da derrota e pela necessidade de adaptação a uma defesa com cinco jogadores. O Coritiba enfrentou um adversário mais experiente, o RB Bragantino, que já havia disputado três jogos pela Série A, e o time precisou de tempo para assimilar o ritmo e os movimentos da partida. A expulsão precoce impediu o time de desenvolver outros aspectos do seu jogo, forçando o time a se concentrar na defesa, mas quero reforçar as qualidades conhecidas em competitividade e intensidade.”
Qual o recado que pode dar para a torcida sobre os 30 minutos com Josué, e depois 70 minutos sem ele? E sobre a arbitragem? “A equipe assimilou rapidamente a velocidade de um jogo da Série A, mostrando uma evolução significativa apesar das dificuldades iniciais no controle de bola. A velocidade de jogo e a movimentação do adversário são distintas, especialmente para uma equipe como o Red Bull, que manteve grande parte das estratégias do ano anterior. Estou satisfeito com o rápido ajuste da equipe para uma estrutura de 5-3-1 após o cartão vermelho, o que permitiu nos defendermos bem e criar oportunidades de transição. Gostei do desempenho da equipe apesar de jogar com um jogador a menos por 80 minutos contra o Red Bull, uma equipe conhecida por sua alta intensidade, comparável à Premier League. Sobre a arbitragem, tenho dúvidas sobre a decisão do cartão vermelho, a trajetória da bola não levaria a uma oportunidade clara de gol. Sobre os lances de Pedro Henrique e Pedro Rocha, não consigo comentar devido à distância que estava dos lances. Houve faltas constantes de Augustin em Jaci em duelos aéreos que não foram marcadas. Insisto que faltas, especialmente aquelas que envolvem cargas por trás, devem ser marcadas de acordo com as regras.”
Como avalia o próximo jogo lá em Minas com o Cruzeiro, agora sem o Josué? Quem deverá substituí-lo? Qual a estratégia para o jogo do final de semana com o Cianorte, terá rodízio de atletas? “Em relação à substituição de Josué, a decisão será de acordo com o próximo adversário, o Cruzeiro. O técnico ainda não definiu se será uma substituição pura e simples, ou uma mudança tática. Quanto ao jogo com o Cianorte, não temos ainda a estratégia 100% fechada, a princípio todos viajarão.”
Onde enxergou a falha defensiva na hora do gol, foi individual, coletiva ou um movimento de treino que ainda não está ajustado? “É fácil encontrar heróis ou vilões, mas acredito que temos que analisar todo o contexto em vez de isolar um único evento, pois isso pode levar a julgamentos injustos. Quero destacar os desafios de jogar na estreia da Série A contra um adversário forte, defendendo com um jogador a menos por uma parte significativa do jogo e enfrentando um alto volume ofensivo do adversário. Afirmo meu compromisso em defender meus jogadores, assim como a equipe demonstrou solidariedade ao defender a situação que levou a uma expulsão, e me recuso a culpar indivíduos pelo gol sofrido.”
Em relação ao Keno, como pretende utilizá-lo? Estará à disposição para o próximo jogo? “Vamos acompanhar a evolução dele nos próximos dias, ele está se condicionando, assim como o Breno. O importante é que estamos nos fortalecendo. Ele pode jogar de ponta ou mais por dentro, mas o importante é que seja colocado com critério.”
O que pode comentar sobre o lance da expulsão? Qual a importância do Morisco para o restante da temporada? “A expulsão foi uma interação complexa, não apenas um erro individual, e credito ao adversário a criação de uma jogada surpreendente. Quanto ao Morisco, ele teve uma atuação excepcional, fazendo defesas cruciais e teve força mental, apesar de ter se envolvido no lance que levou à expulsão.”
Quais foram as respostas que os árbitros deram para os lances polêmicos do jogo? “Em relação ao incidente com Pedro, perguntei o que havia acontecido e inicialmente foi dito que foi com a mão aberta, o que não justificaria uma expulsão. Porém, questiono mão aberta com movimento acelerado do braço, que deveria levar à expulsão, ao que o árbitro declarou que a revisão do VAR não mostrou movimento adicional. Não vi as imagens pessoalmente, são informações que recebi da arbitragem sobre a decisão do VAR.”
Sobre o mercado do Coritiba, estão buscando centroavante? E laterais? Hoje Lavega por momentos fez a função, depois Bruno Melo. “O Lavega, apesar de não ser um especialista, pode atuar como lateral devido ao seu entendimento tático e versatilidade, mas o cansaço me obrigou a substituí-lo. Em relação aos reforços, estamos ativamente buscando um camisa nove, um lateral direito adicional e um lateral esquerdo adicional para reforçar o elenco.”
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)