
RELEMBRANDO
Por Luiz Carlos Betenheuser Júnior - COXAnautas
Numa partida inesquecível, o Coritiba venceu o bom time do Ipatinga por 1x0, com um gol já nos acréscimos, na quarta cobrança de penalidade máxima batida pelo capitão Anderson Lima. Com o resultado, o Coxa soma agora 52 pontos na tabela da Série B. Agora o Cori viaja até o nordeste para realizar duas partidas fora de seus domínios, enfrentando o Fortaleza na primeira delas, na capital cearense.
Um primeiro tempo complicado para o Alviverde
Com quase 29 mil presentes no Alto da Glória, o Coritiba entrou em campo para enfrentar o vice-líder da competição, os mineiros do Ipatinga, que mostraram um bom preparo físico e um bom toque de bola, especialmente com os meio-campistas Leandro Salino e Gérson Magrão.
O time do Cori mostrou certa dose de ansiedade para furar o bom bloqueio defensivo do Tigre do Vale do Aço. Sem conseguir bons cruzamentos pelos lados do campo, o time Coxa pecava em insistir nos lances aéreos.
Por sua vez, o time mineiro cadenciava bem o jogo e contra-golpeava com velocidade, trocando bons passes na intermediária.
Nos primeiros quinze minutos, uma boa chance para cada time. No início do jogo, Keirrison se livrou bem da marcação e arrematou cruzado, com a bola passando perto da trave. Por volta dos 10 minutos, foi a vez do time visitante aparecer bem no ataque. Num cruzamento para a área, a zaga coritibana não corta e o cabeceio é seguro por Édson Bastos.
Dos 15 aos 25 minutos, foi a vez do time visitante aparecer com mais consistência no ataque, jogando sempre em velocidade e aproveitando a má jornada de Henrique, que fez uma apresentação muito aquém de seu potencial, errando passes e permitindo contra-ataques mineiros.
O Cori procurava espaços, com trocas de passes que saíam dos pés de Ricardinho. Túlio, apagado no jogo, também errou alguns lances individuais como acontecia com Henrique, permitindo os avanços do Ipatinga pelo lado direito da zaga Coxa-Branca.
Num bom momento de Ricardinho, o meia-esquerda se livra bem da marcação e arremata ao gol, com a zaga cortando.
Nos minutos finais, o domínio foi todo do time quadricolor. Foram dois lances de muito perigo do time mineiro. No primeiro, chute forte, de longa distância, com a bola pela meia-direita passando perto do travessão alviverde. No minuto final, novo lance pela direita e o atacante do Tigre chuta na trave.
Emoção até os 56 minutos do tempo final
Com o baixo rendimento de Hugo e Túlio, que sentiu as costas, decorrência de um lance ocorrido logo no início da partida, René Simões mudou o time, colocando Marlos e Ivo no campo.
Sem poder desenvolver um futebol tranqüilo, já que o Ipatinga mostrava boa qualidade e levava perigo, e com receio de levar um gol, o Verdão procurava cuidar da defesa para poder atacar com segurança.
No segundo tempo, o Alviverde foi mais presente no ataque, especialmente com Diogo, atuando na lateral, mostrando bons lances pela esquerda.
Veiga ficava mais na marcação, para segurar o camisa 10 e o camisa 7 do Ipatinga. Já Douglas Silva teve a liberdade para avançar e mostrou um bom rendimento tático e técnico.
Por volta dos 15 minutos, Keirrison, que fez boa partida, se livra da zaga e arremata forte, com a bola levando muito perigo para o gol mineiro. Foi o que bastou para a torcida Coxa incendiar de vez o Alto da Glória.
No tempo final, o Verdão tentava os arremates diretos nas cobranças de falta com o capitão Anderson Lime a o zagueiro Henrique, mas sem sucesso. Já o time visitante, mostrava a tranqüilidade necessária para conduzir a bola com qualidade ofensiva. E levando perigo ao gol do Coxa, que contava com as boas saídas de Édson Bastos.
Vendo a dificuldade do time Coxa-Branca em campo, a torcida fez a diferença, cantando sem parar.
Aos 23, Henrique cobra bem uma falta e desta vez o goleiro Fred sai bem e evita o lance de perigo à meta.
Com 35 do tempo final, Ricardinho faz um bom lance individual e arremata com estilo, para o goleiro do time mineiro fazer ótima defesa e evitar o gol Coxa.
A última substituição coritibana foi a entrada de Gustavo no lugar de K11. E com o centroavante Gustavo o Coritiba levou perigo no único cruzamento acertado ao gol. Diogo bate bem na bola e o atacante Coxa acerta uma boa cabeçada, com o goleiro salvando a meta mineira. No rebote, Gustavo chuta por sobre o travessão.
Num lindo lance de Marlos, o prata da casa sai pela direita, se livra do marcador, entrando em diagonal, rumo ao centro do campo. Num chute de muita qualidade o goleiro do Ipatinga faz uma defesa absolutamente inacreditável.
No último minuto do tempo regulamentar, num contra-ataque em que o Verdão poderia levar muito perigo, o defensor do Ipatinga segura Gustavo, que cai sobre o marcador. Os jogadores se enrolam, trocam agressões mútuas, o atacante Coxa tenta chutar o jogador mineiro e é expulso.
Num lance pela esquerda, aos 47, Diogo faz boa jogada pela esquerda e passa na medida para Ricardinho. O camisa 10 entra na área e sofre pênalti, para delírio dos quase 29 mil presentes ao Couto Pereira.
Inesquecível
E quem achava que a penalidade máxima seria a pá de cal para o Ipatinga, enganou-se. Numa jornada histórica em quase 100 anos de Coritiba, por quatro vezes o Coxa teve a oportunidade de decidir a partida, mas por três vezes o goleiro Fred defendeu a penalidade e o assistente anotou ilegalidade nos lances, já que o bom goleiro do time mineiro realmente se adiantou em todas as cobranças.
Numa rotina incrível de cobranças desperdiçadas e invalidadas, o Couto Pereira quase veio abaixo aos 54, quando o capitão Anderson Lima bateu e fez, na quarta penalidade. Era o gol do desafogo, feito no ritmo de uma torcida que nunca abandonou. Méritos do time d'Alma Guerreira. Coxa 1x0, Coxa líder.
Emoção indescritível
Entre choros e sorrisos, a galera Coxa-Branca recebeu o agradecimento do valente time coritibano. A comemoração pela vitória foi feita com todos os jogadores, inclusive os reservas do Verdão.
Aplausos para uma torcida incansável, aplausos para um time guerreiro, numa noite inesquecível para 28.446 presentes ao Couto Pereira.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)