
Entrevista coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
Como viu a evolução do time do jogo anterior para esse em que ganhou do líder? “Anteriormente com o James a equipe já vinha evoluindo, e nós vamos incrementando outras coisas que achamos importantes, tipo questões de compactação que é importante tanto com a bola como sem ela. Então fizemos ajustes pontuais, muito mais visuais do que treinamentos”.
Sobre as opções de jogadores para o meio de campo, hoje com Vini, Sebastian Gomez e Geovane Meurer por exemplo. “Costumo usar uma frase muito clássica, uma equipe que começa a competição não é a equipe que termina, são viagens desgastantes, a recuperação dos atletas é diferente em cada um deles. Temos jogadores que podem trabalhar em outros locais do campo, isso é futebol moderno. As opções de jogadores do meio campo que temos, são opções importantes para a estratégia de jogo que vamos utilizar durante a competição.”
Conseguiu ver uma linearidade/regularidade na equipe hoje durante todo o jogo? “As minis transições muitas vezes é que definem um jogo, mas não ter só transições, também ter um jogo posicional, ataque de espaços, isso que estamos tentando implementar na equipe, e isso pode provocar a regularidade durante os 90 minutos do jogo. A equipe hoje teve muita regularidade, mas tem que ser uma regularidade indo para cima do adversário, é isso que buscamos”.
Sobre o posicionamento do Vini Paulista hoje no primeiro tempo, essa será uma tendência nos jogos daqui para frente? “Conheço muito bem o Vini, e hoje, pensamos em relação à estrutura, em relação ao momento que a gente quer do jogo, uma pressão um pouco mais alta. Muitas vezes eu quero pressionar o adversário, ter esse gatilho de pressão e a ideia era essa. Mas não é uma tendência, o Vini fez uma bela partida. Repito que conheço bem todo o elenco do Coritiba, o Vini é jogador de centro, mas hoje as circunstâncias do primeiro tempo nos fizeram optar por ele mais avançado”.
Sobre a participação da torcida. “A torcida foi sensacional, eu já conhecia a torcida do Coritiba, o horário do jogo não ajudou muito, mas ela fez a parte dela. Temos que ter um time guerreiro para sermos referência para a torcida. O Willian Thomaz me falou, temos que ter mentalidade forte e isso vamos ter.”
Como foi a conversa com os jogadores no vestiário no intervalo, pois voltaram com muita energia. “A gestão tem que ser 50% do trabalho, os outros 50% têm que ser conhecimento técnico e tático. A relação individual com os jogadores é muito importante, e nisso o Lucas, que chegou esses dias, meu auxiliar, já está trabalhando na análise individual dos atletas, o James continua com a parte setorial e intersetorial e o Kadu é o responsável pela bola parada. Considero importante a conversa individual com o jogador para o desenvolvimento dele.”
Considera que já conseguiu colocar sua ideia de jogo nesses dois jogos disputados, e a projeção para o próximo jogo fora de casa onde o Coritiba ainda não venceu. “Precisamos ainda melhorar na busca da regularidade para evoluir mais. Buscar uma identidade própria, ser um time agressivo. Quanto ao jogo fora de casa, estamos cientes do que precisamos para subir, e nesse contexto precisamos ganhar fora de casa e vamos buscar a vitória. Uma coisa importante é que ao longo do campeonato vamos precisar rodar o elenco, pois serão mais de 30 jogos, mas sempre respeitando a individualidade de cada jogador”.
Sobre poder contar com Lucas Ronier no jogo de hoje: “É importante dizer que o Lucas é um atleta em desenvolvimento, e como ele existem outros atletas muito bons na base do Coxa. Lucas é ativo do clube e está tendo um bom desempenho e a ideia é que continue aumentando este desempenho. Mas tem que ficar claro que um dia ele pode fazer um jogo ruim, isso é normal. Hoje ele entrou e ajudou muito a equipe para conseguir a vitória.”
O que consegue enxergar no Coritiba nestes dois jogos à frente do clube, já existe uma identidade do Fabio Matias? “Não existe o time do Fábio, existe o Coritiba, existe o grupo de jogadores que compõe o elenco. Tenho que tentar colocar minhas ideias na prática, não posso falar uma coisa e fazer outra. Assim vamos conseguindo uma identidade de jogo e equipe".
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)