
Entrevista coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
O técnico Gustavo Morinigo primeiramente explicou como foi armar a estratégia para esta partida, com tantos desfalques: “Já havíamos falado no jogo anterior dessa dificuldade, mesmo tendo um plantel grande de 35 atletas e é complicado quando os jogadores que não estão muito bem, em que substituir, ou temos faltas reais nesta posição e estamos sofrendo nesta parte. Muitos jogadores fora, hoje Guillermo teve que pedir substituição também e não é fácil, mas temos que seguir trabalhando, isso é assim. Hoje reconhecemos a derrota diante de um time bem armado, muito forte, sabe o que joga, tem um esquema de jogo que funciona e muito bem, pela qualidade dos jogadores que tem. Assumir, consumir e virar a página porque já temos jogo na quarta”.
Morínigo também explicou como foi a preparação para este jogo, ou seja, o Coritiba fez o que pode: “É difícil porque não temos muito tempo para trabalhar. Quando se tem muitos desfalques vão trocando a ideia à medida que os jogos vão acontecendo e temos que associar o tema de rendimento, se o rendimento não é bom, temos que buscar opções, esse é o nosso trabalho, procurar implantar o melhor que temos. Hoje entramos com uma ideia de posse de bola, de agredir um pouco mais, de ser um time agressivo na marcação e no primeiro tempo não deu certo, nós enfrentamos jogadores muito velozes na frente, que sabíamos que ia acontecer, colocamos uma zaga para cobrir essas posições com três jogadores, e fizeram um gol de fora da área e outro de bola parada, e são situações que temos que rapidamente encontrar a resposta. No segundo tempo fomos um pouco mais agressivos, tivemos nossas situações e novamente numa bola parada nossa e aí tomamos uma transição o qual sabíamos que íamos tomar pela velocidade que controla este time e aí ficou difícil, depois tomamos um cartão vermelho de Thonny e a reação foi mais complicada, apesar que tivemos uma situação com o Clayton, e reconhecemos derrota perante um time que fez melhor as coisas”.
O técnico Coxa-Branca foi perguntado sobre as confusões fora de campo e como vai preparar o time para o próximo jogo. Respondeu o treinador: “A questão da confusão sempre atrapalha em todos os sentidos, mas essa é uma questão mais social do que futebolística o que aconteceu aí fora, todos tem que lembrar que isso é futebol, todos tem que somar para seu time, apoiar, não é um encontro para brigar, isso temos que tirar do futebol porque o futebol é um espetáculo. A parte psicológica sempre custa porque não podemos evitar de sentir dor, sofrimento, tristeza por um jogo perdido, é algo natural, mas amanhã temos que ter a mente limpa novamente porque temos já um desafio. O que aconteceu hoje nos serve para experiência para trabalhar para que não aconteça mais, e a partir de agora temos que nos levantar porque temos um jogo importante já na quarta, não temos tempo de sentir, de lamentar, temos que nos levantar e isso é um pouco para gente valente também que amanhã se levanta e partir de hoje já nos propomos a estar 100% para este jogo”.
O técnico também foi perguntado como foi preparar mentalmente o Rafael William para este jogo tão importante. Ele então respondeu: “Ele esteve bem, teve boas intervenções. A parte de preparar, o jogador está preparado, poque sabem que a qualquer momento pode ser, e tem que estar preparado, e para nós está sim. Teve sua experiência no paranaense e demonstrou estar bem, e nos treinamentos tanto ele como o Marcão, estão bastante bem, uma tranquilidade medida. Hoje não tivemos o Muralha que nos últimos 5 jogos esteve bastante bem, com muita segurança, foi muito importante para nós. Mas Rafael esteve bem, estamos tranquilos com ele, é um processo que ele tem que assumir e consumir também a derrota, por mais que seja Palmeiras ou qualquer outro time, temos que consumir e amanhã acordar bem”.
Indagado sobre se esta derrota em casa aumenta a responsabilidade de conseguir a primeira vitória fora de casa, o técnico Coxa respondeu: “As responsabilidades são as mesmas sempre, a comissão técnica acredita que os jogos por mais que se jogue aqui no Couto ou fora, temos que entrar da mesma maneira, claro, com diferentes estratégias para poder enfrentá-los. Hoje a nossa torcida esteve conosco, não fizemos um bom jogo, cometemos erros contra times preparados e com muita qualidade, se paga assim, se erra, geralmente termina no gol. Temos que subir de nível, melhorar em todos os sentidos. Acho que não vai ter diferenças porque o próximo jogo aqui é Atlétiba, vamos ter nossa torcida, vamos lotar o estádio, vamos recuperar vários jogadores nesta semana que vão voltando aos poucos e vamos ter a mesma esperança e a mesma força de quando jogamos de local. E com respeito ao jogo do meio de semana, vamos escolher jogadores que estejam inteiros fisicamente para esse jogo que vai ser importante”.
Morínigo também foi instado a responder sobre a estratégia de 3 zagueiros que só havia sido usada uma vez este ano. O que achou desta estratégia e quanto aos jogadores que irão se recuperar será mais para o Atlétiba? “Eu gostei do sistema, gostei porque acho que não foi a causa da derrota, a zaga esteve bem, eu gosto dessa zaga, temos experiência, agressividade, a bola parada foi bem trabalhada assim como a ofensividade da bola parada, e a característica que hoje precisamos nas alas não foi a ideal, mas confiamos em quem está jogando. É mais fácil com um time que está jogando a muito tempo, pelo entrosamento que precisamos nestes tipos de jogos, mas segue sendo uma opção. Estamos recuperando jogadores, não sabemos se vão estar prontos para o Atlétiba, e não sabemos se algum vai retornar neste meio de semana, o importante é que temos jogadores em transição e que vão somar para o futuro”.
O técnico Coxa-Branca falou também sobre o que deve trabalhar para não se distanciar dos quatro primeiros colocados na tabela, disse ele: “A correção vai também de acordo à necessidade que estamos tendo. Na área de volantes, na área não só ofensiva, mas na meia também. Essa necessidade que estamos tendo, e os jogadores não podem fazer muito, mas eu me foco muito na correção dos problemas que temos, já sabemos quais são os problemas, está à nossa frente todos olham e meu papel é corrigir isso, tratar de encontrar a solução. Eu não posso focar no problema, mas na solução, e esse é o nosso trabalho como corpo técnico, comissão técnica, todos estamos trabalhando nesta parte para ter melhores apresentações no futuro”.
Morínigo também falou se tem uma meta à curto prazo para o Coritiba. “A meta de curto prazo sempre se remete ao próximo jogo, nós não focamos no geral, já falei mais de uma vez que não podemos estar olhando a todo momento a tabela, tem que olhar o próximo adversário e tratar de ganhar estes pontos porque vai nos manter numa posição importante, também o contrário, se não conseguimos os pontos vamos ficar longe. Na tabela da série A, um time está a um jogo de ficar em 12º e dessa posição pode passar a 4º, é muito curta a distância entre os times, não podemos estar focados no geral, o próximo objetivo agora é o Bragantino”, disse ele.
Ele foi perguntado também sobre o Bragantino, que está pressionado por melhores resultados e como espera encontrar o Bragantino nesta quarta-feira: “Na verdade, tenho mais preocupação com meu time, e é claro que temos as informações e os desfalques que têm, a pressão que tem, nós também temos pressão, todo o futebol brasileiro tem pressão. Se você não está em primeiro ou segundo, está sendo pressionado, então temos que conviver com isso, mas isso não pode tirar o foco do que estamos fazendo e repito, primeiro a preocupação de armar uma estratégia boa com jogadores certos para o próximo jogo e ir jogo a jogo como estamos fazendo desde o ano passado”.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)