
COLETIVA
Após a vitória por 1x0 sobre o Náutico nos Aflitos, a primeira do Coritiba fora de casa e a segunda no Brasileirão 2009, o diretor de futebol do Coritiba Homero Halila (foto) falou à imprensa, comentando os resultados, o elenco, reforços e o mercado do futebol.
Halila começou falando sobre o número de atletas que o departamento de futebol entende ser ideal no grupo principal. "Nosso objetivo é trabalhar com 30 atletas profissionais, mais alguns jogadores das categorias de base, como o Roger, o Willian", afirmou.
Tendo passado por um período de pressão em função de maus resultados no início do Brasileiro - quatro derrotas e um empate -, o Coxa dá mostras de que inicia uma recuperação, e o dirigente credita essa situação ao tempo que a comissão técnica e os atletas vêm tendo para trabalhar.
"A gente avalia com tranquilidade essa falada pressão. No futebol é assim mesmo, já na vitória contra o Flamengo falávamos disso, que dependemos de resultados, e sem eles é natural uma pressão da torcida. A gente também não estava satisfeito naquela oportunidade. Estamos felizes porque, após a derrota pro Corinthians, mencionamos que precisávamos de um tempo para trabalhar, descansar também, e agora as coisas voltaram aos eixos e conseguimos 100% de aproveitamento nessas últimas duas partidas", comemorou.
Alardeado como já contratado pelo clube, o lateral-esquerdo Rodrigo Crasso inclusive chegou a falar à imprensa como jogador do clube, mesmo sem ainda ter assinado. Os relatos dos dirigentes do atual clube do atleta, o J. Malucelli, geraram ainda mais dúvidas no torcedor Coxa.
Comentando o caso, Homero reafirmou que a contratação está encaminhada, mas despistou sobre um acerto definitivo, afirmando que ainda faltam acertos finais. "É um jogador que, quando contratamos o Bruno, nos foi oferecido, mas pedimos para aguardar porque a comissão técnica entendia que os jogadores que a gente tinha poderiam dar uma resposta. Conversamos com o Juarez Malucelli na semana passada e nos foi passado que o Corinthians Paulista tinha uma prioridade. Quando nos ligou (para dizer que a prioridade não foi exercida), agendamos uma conversa pro início da semana. Se der certo, inclusive com os exames médicos, podemos formalizar o contrato e efetivamente anunciar. Há o interesse, mas ainda vamos definir a situação", explicou.
O dirigente comentou ainda a situação do mercado do futebol, explicando que muitas vezes não é o clube que procura o jogador, mas sim o contrário, o que gera uma inflação no mercado. "O que acontece é que os jogadores e seus procuradores se oferecem para vários clubes, eles mesmos criam um 'leilão. Temos sentido que o mercado está muito inflacionado, as pedidas estão muito altas, e nós que temos procurado trabalhar com os pés no chão temos sentido essa dificuldade. Mas isso não quer dizer que a gente não vá fazer o esforço que for necessário para reforçar o grupo", afirmou.
Apesar de ter afirmado confiança na qualidade do atual grupo, citando as vitórias sobre Internacional, Flamengo e Náutico, Halila descarta falar em "elenco fechado". O dirigente falou sobre as buscas do departamento de futebol por reforços e deu pistas sobre as possíveis origens deles.
"Estamos trabalhando, atentos a todo momento. Conversando, contatando, fazendo propostas, mas procurando ter critério pra que jogadores que venham efetivamente reforcem o grupo ainda mais. Um clube como o Coritiba nunca pode dizer que está fechado, temos que estar atentos às oportunidades do mercado. A gente estava aguardando definições da Copa Libertadores e da Copa do Brasil para fazermos algumas investidas, então nosso objetivo é trazer jogadores de qualidade para, junto com nosso grupo, que também tem qualidade, possamos chegar às posições mais altas da tabela", concluiu, dando mostras de que Palmeiras, Internacional e Corinthians podem ser as "fontes" de possíveis reforços, aumentando as especulações sobre a vinda do zagueiro Jeci.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)