
AVALIAÇÃO
Omissão e Parcialidade
O jogo entre Coritiba e Vasco foi um jogo normal, como outro qualquer, dentro os vários jogos da rodada deste fim de semana pelo Brasileirão. Houve vários gols, de pênalti, bola rolando, de falta, houve substituições de ambos os lados, a presença da torcida dos dois times nas arquibancadas.
E como um jogo normal, teve reclamação da arbitragem por apenas um dos clubes envolvidos. Normalmente é assim. Quando os dois reclamam da arbitragem, aí é que não costuma ser normal.
No caso deste jogo, a reclamação coube ao Coritiba, time visitante que está se tornando pedra no sapato do clube cruzmaltino nos últimos tempos, em São Januário.
Em 2003, houve agressões promovidas pela torcida vascaína após o jogo aos jogadores, funcionários e dirigentes coritibanos, e isso foi motivo para inclusive perda de mando de jogo para o time da casa.
Em 2004, o Coritiba como visitante sapecou um 3x2 no Bacalhau. Neste ano a história estava para ser repetida quando, aos 46 minutos do segundo tempo, o atacante Marciano fez a bola passar pelo último defensor do Vasco e iria ficar de frente para o goleiro Erivélton para marcar o terceiro gol, num espaço de 15 minutos, sacramentando uma virada histórica em São Januário, quando foi atropelado escandalosamente pelo zagueiro Alemão. Isso era dentro da área, portanto pênalti. Mas Clever Assunção Gonçalves não viu. Ou não quis ver. Ou pior, viu e teve medo de marcar, resultado: Coritiba prejudicado, deixou dois preciosos pontos no Rio de Janeiro.
Eu tenho uma visão bem clara da imprensa: é - infelizmente - uma voz parcial, seja a favor deste ou daquele. Nunca representa a totalidade. Nunca seu eco será unânime. Mas também entendo de forma bastante clara que a imprensa não pode ser omissa, indiferente.
É neste ponto que eu quero tocar: após ler diversos veículos de comunicação do eixo Rio-São Paulo, pude perceber que, salvo o periódico Lancenet(¹), todos os demais deram discretas notas a respeito do erro do árbitro, isso quando não foram absolutamente omissos, nem citando o caso. E se o erro tivesse ocorrido contra o Vasco, lá mesmo, em São Januário? Os jornais cariocas O Globo(²) e o Jornal dos Sports(³) teriam escrito apenas três linhas ao final de suas reportagens? E os jornais paulistas FolhaOnline(4) e Gazeta Esportiva(5) teriam omitido descaradamente o fato?
Então ficamos defronte às duas situações que descrevi acima: parcialidade e omissão. A grande maioria dos veículos de comunicação do "eixo" conseguiram ser, ou lamentavelmente parciais ao descrever a ocorrência do pênalti de forma extremamente superficial, ou absolutamente omissos, ao nem citar o ocorrido.
Nem o ditado popular cabe mais aqui: se for pra falar mal, nem falem de mim.
Alexandre Spodarik Vieira
Fontes:
(¹)
http://lancenet.ig.com.br/clubes/VAS/noticias/05-06-12/320175.asp
http://lancenet.ig.com.br/clubes/VAS/noticias/05-06-12/320188.asp
http://lancenet.ig.com.br/clubes/VAS/noticias/05-06-12/320194.asp
http://lancenet.ig.com.br/clubes/VAS/noticias/05-06-12/320191.asp
http://lancenet.ig.com.br/clubes/CBA/noticias/05-06-12/320186.asp
http://lancenet.ig.com.br/clubes/CBA/noticias/05-06-12/320195.asp
(²)
http://oglobo.globo.com/jornal/esportes/168656446.asp
(³)
http://www.jornaldossports.com.br/conteudo.asp?Tipo=ML1&IdEdicao=1066
(4)
http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u90204.shtml
(5)
http://www.gazetaesportiva.net/ge_noticias/bin/noticia.php?chid=149&nwid=1723
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