
AVALIAÇÃO
O Coritiba chegou, pressionou e assustou o adversário. A torcida, eufórica e esperançosa, acreditou nos jogadores que entraram em campo demonstrando vontade. Pois é, propaganda enganosa. Garra esta que – por parte dos atletas - não perdurou durante a segunda etapa.
O Atlético/MG, líder do campeonato, não se comportou como tal de início, mas, como bom vencedor, no decorrer do jogo, cresceu e, além de superar o time Coxa – o que não é difícil -, superou-se também.
A partida foi movida à velocidade. Vítima da falta de qualidade técnica, o Cori abriu o placar aos 6 minutos, ampliou aos 28, mas cedeu à superioridade dos jogadores adversários, os quais acreditaram até o fim e viraram o marcador.
A derrota por 3x2 e a vitória do América/RN retiraram as ínfimas condições que o Alviverde tinha de retornar à primeira divisão. Já o Galo, garantiu o seu acesso, e briga agora pela conquista do campeonato.
Primeiro tempo
Foi com impressionável vontade de jogar que os coritibanos rolaram a bola. Marcaram adiantadamente, pressionaram a saída de bola, armaram jogadas de velocidade e deixaram os marcadores adversários sem reação. Logo aos 6 minutos Caio, de pênalti, fez 1x0 para o Verdão, para a explosão da massa Coxa.
Apesar de ter sido fortemente marcado e de ter perdido um gol cara a cara com o goleiro, Cristian se apresentou para as divididas de bola e triangulou juntamente com Andrezinho e Caio. Este, ágil e driblador, infernizou a zaga do time mineiro. Igualmente, Ricardinho e Hugo trabalharam pela ponta esquerda, com troca de passes rápida. De uma jogada entre os dois surgiu o lance do segundo gol, marcado por Ricardinho.
A defesa Coxa-Branca sequer necessitou trabalhar, tão boa era a detenção de bola do Cori. Mas, como sempre há algo de errado, não é de se surpreender que Paulo Miranda, de retorno ao time titular, nada fez quando acionado. Andando em campo, o volante não fez questão de participar das jogadas; foi omisso. E, quando recebia a bola, logo a tocava lateralmente para se livrar da responsabilidade a ele incumbida.
Em falha única da zaga, ao final do primeiro tempo, o Galo armou um contra ataque e marcou um belo gol, finalizando a primeira etapa em 2x1.
Segundo tempo
Animada com a incontestável superioridade do Coritiba, a torcida sacudiu as arquibancadas e esperou por um segundo tempo tal qual o primeiro. Ledo engano. A um minuto, Índio cometeu falta na boca da área. Da cobrança mais um gol: 2x2.
Perdeu-se, então, o brilhantismo outrora apresentado. O Cori visto em campo foi o mesmo que se apresentou durante a segunda temporada inteira: com falhas de marcação, posicionamento, passes.
Ainda que inconformada, a nação Alviverde sacolejou e não se abateu, continuou apoiando. Trágica tarde para uma torcida maravilhosa, que assistiu de camarote a mais um gol do Atlético/MG e à repetição de todos os jogos anteriores.
Bonamigo até tentou, substituiu Paulo Miranda por Rodrigo Batata e Batatais por Eanes. De nada adiantou. A falha foi tê-los escalado como titulares.
Incompetência ou teimosia, seja o que for, o técnico Coxa-Branca foi, sem sombra de dúvidas, senão o mais, um dos responsáveis pela lamentável campanha do Coritiba. A derrota consagrou-se a partir do momento em que a prioridade deixou de ser – se é que já chegou a ser um dia – a conquista do campeonato e passou ser garantir a 4ª – última – vaga de acesso.
Um show à parte
Como não podia deixar de ser, a torcida do Glorioso lotou a sua segunda casa. O Couto Pereira brilhou ao ressoar das vozes apaixonadas de mais de 30 mil Coxas.
Enganada durante dois anos seguidos, pelas promessas até então não cumpridas da Diretoria, a fiel torcida não desacreditou, manteve-se firme e forte. Deixou de dormir, chorou, passou dias sofrendo, e, mesmo assim, compareceu ao estádio. Fez uma festa maravilhosa. Comportou-se, corajosamente, como um verdadeiro exército de guerreiros.
Parabéns torcedor Coxa! Você não merece o estado de coisas que assola o Coritiba Foot Ball Club
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)