
AVALIAÇÃO
Por Leonardo Lovo - COXAnautas
Diante de mais de 21 mil pessoas, Coritiba recebe o desesperado Vasco e, jogando muito mal, sofre dois gols e não marca nenhum sobre uma das piores defesas da competição. Em ritmo de férias, novamente, com péssima atuação do setor defensivo e total falta de criatividade na armação das jogadas, o Alviverde perdeu para o fraquíssimo time vascaíno, que ainda está na zona de rebaixamento.
Primeiro tempo
Os dois times começaram se alternando no ataque, com o Vasco mostrando muita raça e alguns atletas do Coritiba mostrando qualidade, casos dos Arílton e Ricardinho, com alguns lances de perigo do meia Marlos. Keirrison começou mostrando uma raça fora do comum, mas aos poucos foi perdendo empolgação.
O Vasco assustou aos sete, em jogada de Madson, que cruzou para Mateus, mas o jogador chutou torto. O Coxa respondeu com linda jogada de Arílton, que colocou no meio das pernas de Vilson, ganhou de mais dois defensores e chutou cruzado, com Ricardinho não chegando a tempo para concluir.
Mateus perdeu mais uma oportunidade aos 14, mas logo depois o Vasco chegaria ao seu gol. Maurício escorregou ao tentar dominar a bola, Alex Teixeira foi rápido, roubou a bola e chutou. Vanderlei deu rebote nos pés de Leandro Amaral, que empurrou pras redes, fazendo Vasco 1x0.
A torcida Coxa, que compareceu em bom número para a última apresentação do time Alviverde em casa, não gostava da postura da equipe, mas seguia tentando incentivar, gritando alto, mas, em campo, o time não dava uma resposta.
Aos 24 minutos o Coxa teve um pênalti não marcado pelo fraco Alício Pena Júnior. Ariel foi puxado na área por Odvan, mas o apitador ignorou e mandou seguir o lance, gerando muita reclamação.
No fim da primeira etapa, aos 37, Madson driblou Arilton pela esquerda do ataque vascaíno e cruzou para Leandro Amaral cabecear à queima-roupa, mas Vanderlei fez uma defesa monumental, redimindo-se da bola rebatida no gol vascaíno. Ainda houve tempo para o Cori ter mais um pênalti não marcado, novamente de Odvan, desta vez em Keirrison.
Segundo tempo
O Coxa voltou para a segunda etapa com Guaru no lugar do apagado Carlinhos Paraíba e Jaílson no lugar de Ariel Nahuelpan. As mudanças não melhoraram o rendimento da equipe e, logo aos 3 minutos, Alê vai intencionalmente no corpo de Alex Teixeira, com a bola no alto para disputa, mostrando clara intenção de cometer a falta. Dessa vez, em favor do Vasco, Alício Pena Júnior não deixou passar, e apontou a marca da cal, punindo o jogador coritibano com o cartão amarelo. Leandro Amaral cobrou a penalidade e mudou o placar: Vasco 2x0.
Alê seguia cometendo erros infantis e Maurício demonstrando muita insegurança. Felipe, que vinha sendo um gigante na defesa, passou a sofrer com a insegurança dos companheiros, e o Alviverde a todo momento cedia espaços para o time adversário. O Vasco teve mais uma chance, em saída de bola errada de Felipe, mas o atacante do time cruzmaltino tentou de letra, e Maurício tirou em cima da linha.
Aos 11 minutos, lance claro de pênalti para o Cori. Arilton fez jogada pela direita, cortou pra perna esquerda e cruzou na cabeça de K9, que foi empurrado por trás pelo zagueiro vascaíno, mas o árbitro mandou seguir.
O Coxa só voltaria a assustar aos 21 minutos, em jogada individual de Marlos, um dos poucos que tentava mudar o panorama da partida. Ele tabelou com Keirrison e chutou, mas mais uma vez pra fora. Marlos criava boas oportunidades, mas quando abria os espaços para chutar, mandava sempre muito longe do gol. Alê insistia em cobrar bolas paradas, mas todas muito longe da meta adversária.
A única coisa que a torcida pôde comemorar nesse momento foi o gol do Náutico que, nos Aflitos, virava o jogo contra o A. Paranaense, incendiando a torcida Coxa, que via aumentar a possibilidade de descenso do rival à Série B. Já a equipe do Coritiba não dava motivos para comemorações, e continuava apática e inoperante, mesmo após a entrada do meia Dinelson, fazendo sua estréia com a camisa Coxa, em lugar de Rodrigo Mancha, que teve atuação discreta.
Dinelson, porém, não conseguiu mudar o panorama da partida, e o Coxa seguia refém dos próprios erros e da falta de criatividade do seu setor ofensivo. O Coxa tentou alguns lances, mas não teve eficiência e deixou o gramado do Couto Pereira deixando uma péssima última impressão de 2008 aos olhos dos mais de 21 mil torcedores que estiveram no estádio coritibano. Ao apito final, um misto de alegria e tristeza da torcida, que lamentou muito a péssima apresentação e a derrota para um time fraco, mas se mostrou de certa forma contente por ver o desespero do rival.
Na próxima rodada o Coxa vai até Recife para enfrentar o Sport, em partida que não significa mais nada para qualquer uma das duas equipes.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)