
JUSTIÇA DESPORTIVA
Mesmo sem relato na súmula do jogo, alegados "incidentes" ocorridos no jogo diante do Cruzeiro, no Couto Pereira, que marcou a queda do técnico Renè Simões, acabaram gerando uma denúncia da Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça, cujo Procurador-Geral é o torcedor do time da Baixada Paulo Schmitt.
Na ocasião torcedores do Coritiba, revoltados com o baile que o time ia levando em campo, aglomeraram-se no setor da Mauá para protestar contra a diretoria e, na confusão, policiais militares fizeram um disparo de efeito moral para dispersar a multidão. O estampido do disparo foi confundido com uma "bomba", gerando uma matéria irresponsável por parte do programa Fantástico, da Rede Globo, que pode ter auxiliado a induzir a Procuradoria em erro.
Por conta de tudo isso, o Verdão estará indo a julgamento na Sessão da Terceira Comissão Disciplinar do STJD marcada para as 18h desta quarta-feira, 9, no Rio de Janeiro, sede da corte desportiva. O Coritiba foi denunciado pelos artigos 211 e 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que preveem respectivamente "falta de garantia ou segurança" e "falta de providências capazes de prevenir e reprimir desordens", situações que, tanto não aconteceram, que foi a própria polícia, no ato de reprimir as potenciais desordens, que ocasionou os sons de explosão.
No caso sobrou até mesmo para o árbitro da partida. Paulo César Oliveira responderá pelos artigos 259 (deixar de observar as regras da modalidade) e 266 (deixar de relatar as ocorrências disciplinares da partida) do CBJD.
Colaborou o fiel Coxa-Branca João Alves
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)