
Máquina do Tempo
Por: Luiz Eduardo Buquera
Após ser vergonhosamente roubado na final da Copa do Brasil de 2012, o Coritiba voltou a enfrentar o Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro do mesmo ano. Mesmo que a partida não decidisse um título e que nenhum resultado pudesse desfazer a injustiça praticada contra o Coxa, existiam importantes ingredientes que fizeram dela um importante capítulo na história de ambos os clubes.
Além da rivalidade recente derivada dos confrontos das Copas do Brasil de 2011 e 2012, e apimentada pela goleada acachapante de 6x0 aplicada pelo Glorioso e também pela perda de um título inédito devido à ação nefasta da arbitragem, ambas equipes lutavam contra o fantasma do rebaixamento.
Os paulistas encontravam-se na zona de rebaixamento e o Coritiba via o pelotão de baixo se aproximar. Os seis pontos que separavam as equipes poderiam reduzir para três e colocar o Coxa em situação perigosa. O empate fora já seria importante para conter o rival, mas uma vitória aumentaria a distância para nove pontos, dando tranquilidade para a sequência da competição, afundando a equipe que usurpou o título da Copa do Brasil.
A primeira etapa da partida foi pouco movimentada, o Palmeiras tinha o domínio territorial e a posse de bola, mas não conseguia ameaçar o Coritiba que se postou defensivamente e foi eficaz em sua proposta.
Na segunda etapa, o Palmeiras voltou melhor e começou a ameaçar a meta defendida por Vanderlei que fez uma boa intervenção e observou outra bola perigosíssima passar próxima à trave. Estes lances acordaram a equipe coxa-branca que passou a dominar as ações na segunda metade do tempo final.
A última investida da equipe palestrina foi o gol anulado de Obina que foi flagrado na banheira. A partir deste lance, o Coritiba chegou várias vezes na meta palmeirense. Três delas de maneira mais destacada.
Na primeira, Rafinha cruzou rasteiro Lincoln furou, apenas resvalando na bola, que tocou a trave. Deivid passou da bola e não conseguiu empurrá-la para o gol vazio.
Na segunda oportunidade, Deivid converteu de cabeça após jogada sensacional de Rafinha. Aí surgiram os fantasmas da Copa do Brasil. O gol foi anulado apesar do atacante alviverde estar claramente em posição legal. A arbitragem, que já vinha apresentando critérios diferentes na apresentação de cartões, resolveu dar mais uma mãozinha para os paulistas.
Mas quis o destino que na terceira grande oportunidade, aos 43 minutos do segundo tempo, o Coritiba fosse premiado pela raça e insistência com o gol. Everton Ribeiro foi derrubado na área resultando em penalidade clamorosa demais para ser ignorada pela arbitragem. Deivid marcou o gol que deu a vitória e teve o gosto de uma pequena revanche, que afundou o Palmeiras ainda mais, contribuindo com o destino mais que merecido que tiveram ao final da competição, amargando mais um rebaixamento.
Ficha técnica:
Palmeiras 0x1 Coritiba - 11 de outubro de 2012.
Estádio Fonte Luminosa
Coritiba: Vanderlei, Victor Ferraz, Luccas Claro, Cleiton e Denis Neves; Willian, Gil, Lincoln (Thiago Primão) e Everton Ribeiro (Junior Urso); Rafinha e Deivid (Marcel). Técnico: Marquinhos Santos.
Palmeiras: Bruno, Correa, Maurício Ramos, Thiago Heleno e Leandro; Henrique (Daniel Carvalho), Marcos Assunção, João Denoni e Tiago Real (Vinícius); Luan (Maikon Leite) e Obina. Técnico: Gilson Kleina.
Gol: Deivid (CFC) 43/2.
Público pagante: 10.655 pessoas.
Árbitro: Jailson Macedo Freitas.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)