
DECLARAÇÕES
Punido com cartão amarelo na última rodada quando o Coritiba já vencia o São Paulo por 2x0, o meia Marcelinho Paraíba (foto), que já cumpriu suspensão neste Brasileiro por terceiro amarelo, voltou a ficar "pendurado" e começou a chamar atenção por essa característica de levar muitos cartões, desfalcando o time algumas vezes. Até agora, desde que chegou, foram 11 cartões amarelos em 23 jogos, segundo dados do site oficial do clube.
Muitas das advertências se deram por reclamação, já que, até por ser o capitão, Marcelinho muitas vezes vai cobrar os árbitros pelos seus erros - constantes contra o Coritiba - e acaba sendo punido. "Isso é uma característica minha. Eu sempre falei muito, gosto de estar o tempo todo conversando, mesmo em equipes em que não fui capitão. Sempre gostei muito de estar brigando, reclamando, mas mudei muito. Esses últimos dois cartões que tomei não foi por reclamação, mas por falta", explicou.
No último jogo, contudo, o cartão veio mesmo em função de uma falta. Dagoberto, ex-A. Paranaense, que parecia ter entrado em campo mais para lutar boxe do que para jogar futebol, havia aplicado sua enésima cotovelada do jogo, desta vez em Leandro Donizete, mas o árbitro nada marcou, para perplexidade de todos os presentes.
Ato contínuo Marcelinho veio com ímpeto na jogada e "levantou" o sãopaulino com uma pancada, levando o cartão amarelo já no final da partida. Mesmo assim acabou ovacionado por grande parte da torcida, que entendeu que o jogador "fez justiça". Outros, porém, reclamaram do lance, considerando o cartão desnecessário, já que o time vencia com tranquilidade.
Comentando o lance, Marcelinho diz que na hora foi levado pelo impulso, mas depois se arrependeu. "Nesse último jogo eu fiz uma falta que realmente mereci o cartão. Na hora é reação, em fração de segundos você faz alguma coisa, mas depois se arrepende. Eu realmente fiquei muito zangado, porque ele levou a mão no rosto do Donizete. Eu estava no lance, fui em cima dele, até um pouco forte, e merecidamente levei o cartão amarelo", afirmou.
Outra situação curiosa no jogo foi quando Marcelinho parou a bola próximo à lateral e pôs as mãos na cintura. O zagueiro André Dias, que mais tarde seria expulso, ficou muito nervoso, mas Marcelinho garante que isso é normal e que não se intimida.
"Achei que era o momento de segurar um pouco a bola. Pus a mão na cintura, mas não foi com intenção de provocar. Eles reclamaram, é normal. O jogador está perdendo, não gosta que faça isso, sempre vai querer cobrar, mas eu assumo toda a responsabilidade. Não fujo do pau, se tiver que ir pra cima deles, podem dar porrada que eu não estou nem aí, não sou jogador pipoqueiro. É normal os sãopaulinos reclamarem, mas eu estou defendendo o Coritiba, quero fazer o melhor pra que a gente possa sempre estar vencendo", disparou o craque.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)