
Cada vez mais firme
Por : Jorge Junior
Gustavo Morínigo pode ainda não ser consenso na torcida alviverde, mas parece estar trilhando um caminho que o levará a ser lembrado assim como o técnico Marcelo Oliveira de 2011, que comandou a equipe em duas finais seguidas de Copa do Brasil. Os resultados não foram bem o esperado, mas...se já tivesse o VAR.
Nos últimos dez anos, é até difícil apontar algum treinador que não tenha passado pelo Alto da Glória. E nenhum deles deixou tão boas recordações que possa ser lembrado como destaque.
Na gestão Samir Namur, o Coritiba teve nove técnicos. Somente em 2020 foram cinco. Resultado? Nada muito diferente do que o desastroso ano de 2005, quando também cinco técnicos treinaram a equipe, e a história não foi muito diferente: queda para a série B.
Depois de Marcelo Oliveira, o último comandante da equipe Coxa-branca a ter mais jogos do que o paraguaio Morínigo foi Marquinhos Santos, entre 2014 e 2015, com 49 partidas.
A proposta da CBF de cada time poder fazer somente uma troca de treinador por ano tende a ser um divisor de águas na chamada “dança das cadeiras dos técnicos”. Dessa forma, privilegia-se a organização dos departamentos de futebol e evita-se a enxurrada de processos trabalhistas e o pagamento de contratos para técnicos que não estão mais nas equipes. Vide o exemplo de Rodrigo Santana que, em seis jogos pelo Coritiba e nenhuma vitória, acionou o clube cobrando perto de 1 milhão de reais.
Fica a torcida para que o comandante alviverde escreva seu nome na galeria de técnicos do Time da Alma Guerreira. Ainda que “tirando leite de pedra”, Morínigo pode fazer história levando o Coritiba à Série A e por que não assumir o título de treinador estrangeiro com maior número de jogos pelo Verdão? Hoje este posto pertence ao uruguaio Felix Magno que, em várias passagens entre 1949 e 1966, comandou o time em 201 partidas, sendo campeão paranaense em cinco oportunidades durante a década de 50.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)