
REVELOU
Em entrevista coletiva nesta semana, o técnico Ney Franco não teve papas na língua e não deixou passar a oportunidade de criticar duramente "alguns diretores que não fazem mais parte do dia-a-dia" Alviverde. Apesar de não ter citado nomes, a fala parece estar direcionada a dois nomes principais: Pierre Boulos e André Macias.
Em declaração reproduzida pelo portal globoesporte.com, ele explicou como o clube encarou o momento mais turbulento da campanha: "Foi um momento difícil, onde a política entrou diretamente no nosso trabalho. Na saída Pedroso, ficou um vácuo no setor e começaram a aparecer algumas pessoas que não conheciam bem o trabalho do futebol, começaram a frequentar o vestiário e realmente começou a ficar tumultuado. A política conseguiu infiltrar no nosso resultado. Além do bom resultado contra o Palmeiras o clube se ajustou, chegou o Valdir Barbosa, preenchemos esse vácuo e as coisas se encaixaram", avaliou.
O treinador também considerou que o fato dos jogadores se fecharem entre si após a humilhante derrota para o Santos por 3x0, contribuiu para que o Coritiba retomasse o seu rumo na competição. Além disso, ele fez uma constatação: "Eram pessoas que não sabem a dificuldade que é armar uma equipe de futebol, principalmente dentro do Brasileiro, e que não tiveram a percepção de que nós estávamos trazendo jogadores contratados e puxando jogadores da base, e isso requer um tempo de trabalho. É normal a equipe oscilar. E os jogadores viram que poderiam perder mais um treinador na temporada e poderiam voltar à estaca zero. Os atletas começaram a ficar mais confiantes, e as pessoas que estavam no meio, falando mal de jogadores, felizmente hoje estão fora do clube. Tomara que a gente tenha essa competência para fazer esses últimos 11 jogos no mesmo nível", finalizou.
Os diretores "licenciados" do clube, André Macias e Pierre Boulos aguardam um parecer da comissão que investiga o caso das conversas de WhatsApp que foram vazadas à imprensa, além de detalhes sobre os R$ 200 mil doados para a campanha de Ricardo Gomyde à presidência da FPF e de outros assuntos de ordem interna, não menos importantes. De qualquer forma, um fato já parece bem claro: tais diretores afastados não podem, sequer, passar perto do Couto Pereira, sob risco de trazerem consigo a fase ruim que o Verdão viveu nos últimos tempos.
Imagem: futebolparanense.net
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)