
Máquina do Tempo
Por: Luiz Eduardo Buquera
A atual rodada do Campeonato Brasileiro coloca o Verdão diante do seu arquirrival. Se a rivalidade e a necessidade de pontuar já são ingredientes mais que suficientes para motivar a equipe Alviverde, o Coritiba ainda luta para superar a ausência de vitórias nesta edição da competição.
Embora a última vitória em campeonatos brasileiros no reduto rubro-negro tenha
ocorrido em 2000, o Coritiba costuma atuar bem no local, tendo ocorrido muitos empates e partidas com arbitragens desastrosas como em 2003 e 2017, com Evandro Roman e Anderson Daronco, respectivamente. Desse modo, não existe toda a superioridade do rival que a imprensa ruborizada quer deixar transparecer.
A derradeira vitória em 2000 guarda algumas semelhanças com a situação atual. O A. Paranaense vinha em grande fase, tendo conquistado o estadual, chegado às quartas de final em sua primeira participação na Taça Libertadores da América e ocupava a segunda posição no Brasileirão daquele ano, com 11 pontos em seis partidas. Já o Glorioso, ainda não havia vencido na competição e tinha conquistado apenas um ponto em cinco jogos, colocando-se na antepenúltima colocação.
Às vésperas do confronto, os torcedores das terras baixas exibiam muita confiança, temperada com empáfia e arrogância habituais. E o Coritiba, com humildade e coragem entrou em campo e conquistou um grande resultado, liderando o placar em toda a partida.
Alexandre e Da Silva, recém contratados junto à Portuguesa, em negociação que envolveu a saída do ídolo Cleber Arado, fizeram grande partida e protagonizaram o lance do primeiro gol.
Os rivais pressionaram bastante a defesa do Verdão, mas não obtiveram sucesso. Nem as tentativas de intimidação surtiram efeito. No início da segunda etapa, o lateral Reginaldo Araújo, que costumava crescer em atleTIBAs, marcou o segundo.
Aos 33 minutos, o A. Paranaense diminui com Abel Lobatón e passou a exercer ainda mais pressão em busca do empate. O Coxa resistiu bravamente e matou a partida em contra-ataque com o volante Daniel, vindo do banco de reservas.
Mais uma vez em sua bela história o Coritiba superou muitas dificuldades e colocou o eterno freguês em seu devido lugar.
Ficha Técnica:
Atlético-PR 1x3 Coritiba - 20 de agosto de 2000.
Estádio Joaquim Américo (Baixada).
Atlético-PR: Flávio, Luisinho Netto (Rogério Souza), Reginaldo, Émerson e Fabiano; Luís Carlos Goiano (Luizinho Vieira), Kleberson (Paulo Silas), Kelly, Marcus Vinicius, Kleber Pereira e Abel Lobatón. Técnico: Artur Neto.
Coritiba: Gilberto, Reginaldo Araújo, Luiz Carlos, Leonardo e Carlos Roberto; Ataliba, Williams, João Santos (Picolli) e Alexandre( Renatinho); Da Silva (Daniel) e Cris. Técnico: Fito Neves.
Gols: Alexandre (CFC) 30/1, Reginaldo Araújo (CFC) 4/2, Abel Lobatón (ATL) 33/2, Daniel (CFC) 48/2.
Público pagante: 19.203 pessoas.
Árbitro: Cleivaldo Bernardo.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)