
AVALIAÇÃO
O jornalista Vinícius Coelho escreveu em sua coluna desta segunda-feira, 3, uma análise sobre o desempenho tático do Coritiba, de Cuca.
O excesso de mudanças no time titular, que acarretam na descontinuidade e na falta de um padrão tático, foi avaliado por Vinícius como sendo um erro do treiandor Coxa-Branca. Avaliação similar foi feita pela equipe do site Coxan@utas no domingo, Arruma o time, Cuca!.
Outro ponto em comum na avaliação de Vinícius e da equipe Coxan@utas é a dedicação do elenco. O time corre, se esforça, mas isto não é o suficiente.
Confira a coluna do Vinícius Coelho:
Qual é o time?
Vinícius Coelho Tribuna do Paraná, 03/10/2005
Antes de qualquer coisa que se possa falar do clássico de sábado, fica uma pergunta que pode sintetizar o que houve no jogo: qual é o time do Coritiba? Aquele que qualquer menino recita, fruto de um trabalho ordenado, da constância pelo conjunto, que é o segredo básico de qualquer time de futebol. Um time que tenha, pelo menos, estrutura.
O Coritiba a cada jogo apresenta uma equipe diferente, o que conta ponto contra o Cuca. E mais. Jogadores são lançados, aprovam e alguns não ficam mais nem no banco. E de repente aparece um que a gente pensava que já estava longe. Um procedimento inaceitável e muito esquisito.
Vejam o caso do Douglas Ferreira. Jogou numa fogueira enorme contra o Fluminense. Foi o melhor da defesa. No jogo seguinte não estava nem no banco e, pior, o escalado era o Allan, um jogador que faz cinco anos que não dá certo na zaga coritibana.
E o Reginaldo Nascimento? Excelente volante, excelente profissional. O Bonamigo o inventou como zagueiro, o Lopes ratificou e quando se pensava que ele terminaria o ciclo, o Cuca o confirmou na posição de improviso, onde ele não gosta de jogar. Pior para o time, pior para o Nascimento e pior para o Cuca. É só fazer um resumo das faltas, dos pênaltis, dos cartões e das expulsões.
Sábado, novas mexidas, falhas até do Douglas, que vinha fechando o gol, e nova derrota. Frise-se que não faltou luta, vontade, tanto que o time jogou o segundo tempo com nove contra onze e não deixou o Paraná ir além de um gol de vantagem, buscando até chegar ao gol de empate.
Faltou jogo, estrutura técnica. O Coritiba hoje é um amontoado de jogadores que correm, se esforçam, mas jogam sem um sentido prático. No momento, é só bloquear o Caio, que vem se tornando no melhor jogador do time, para se impedir qualquer sucesso alviverde.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)