
Máquina do Tempo
Por: Luiz Eduardo Buquera
A campanha que culminou com o heróico título do Campeonato Brasileiro da Série B em 2007 contou com várias partidas em que a atuação da equipe fez jus à alcunha de time de alma guerreira.
Além da derradeira partida contra o Santa Cruz, na qual o título foi conquistado de maneira dramática, os confrontos contra Fortaleza, Ipatinga e Ponte Preta, nosso próximo adversário, foram verdadeiros testes para o coração dos torcedores alviverdes.
No dia 24 de julho, o vice-líder Coritiba recebeu a Ponte Preta com a missão de manter a posição e, se possível, diminuir a distância de seis pontos para o líder Criciúma.
A vitória de virada sobre o Barueri por 4x1 no Couto Pereira, na rodada anterior, havia elevado a moral da equipe e gerava boas expectativas na torcida.
A noite curitibana de inverno havia reservado mais um adversário, além da aguerrida equipe campineira. O gramado alagado e a chuva torrencial que castigava a cidade desde o período da tarde.
Mesmo assim, quase 7.000 representantes da torcida que nunca abandona se fizeram presentes.
A principal novidade na equipe foi a entrada de Keirrison no lugar do titular Gustavo, que não apresentou condições de jogo e que até aquele momento compunha a dupla de ataque com Henrique Dias, o futuro "Iluminado".
Logo de cara a equipe esbarrou na chuva e na boa marcação pontepretana, e já aos 11 minutos amargava a derrota por 1x0. Apesar da luta dos jogadores, pouco conseguiu ameaçar a meta do rival, que somente se defendia.
O panorama da segunda etapa pouco mudou, numa partida de muita luta de ambas as partes, que resultou em 10 cartões (9 amarelos e 1 vermelho).
A raça da equipe coxa-branca foi premiada e a sorte da partida mudou a partir dos 37 minutos da segunda etapa, quando o jovem zagueiro Henrique recebeu cruzamento do veterano lateral/zagueiro Anderson Lima, conduziu a bola aos trancos e barrancos na área enlameada e finalizou para o gol numa jogada que ilustrou toda a raça e perseverança da equipe.
Pouco depois, em outro cruzamento, Leandro teve a camisa puxada dentro da área, mas o árbitro preferiu ignorar. Talvez fosse uma daquelas muitas vezes nas quais deixamos de vencer em função da incompetência da arbitragem.
Mas a equipe foi de vez para o abafa, e aos 48 minutos, em mais uma bola cruzada por Anderson Lima, o prata da casa Keirrison, no segundo pau, empurrou para as redes após a bola passar na frente de dois colegas de equipe.
Foi uma comemoração de final de campeonato, dentro e fora de campo. E mais um passo para a tão sonhada classificação e para o título.
Embora a Ponte Preta sempre tenha sido um adversário duro, em seu mando o Coritiba é dominante. Em 19 partidas oficiais, foram 13 vitórias (1 delas em Joinville), 5 empates e apenas 1 derrota
Dessas partidas sob seu mando, as mais marcantes foram essa virada de 2007, a vitória por 1x0 com gol de Ariel Nahuelpan, pela partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil em 2009 e o 2x0 da primeira rodada da disputa da Série B de 2019, quando a torcida lotou o Estádio para homenagear seu Eterno Ídolo, o Flecha Loira.
Ficha Técnica:
Coritiba 2x1 Ponte Preta
24 de julho de 2007
Estádio Couto Pereira
Coritiba: Édson Bastos; Anderson Lima, Henrique, Leandro, Douglas (Diogo), Rodrigo Mancha, Pedro Ken, Caíco (Hugo), Marlos, Henrique Dias (Túlio) e Keirrison
Técnico: René Simões
Ponte Preta: Denis; Anderson, Emerson, João Paulo, Júlio César, Pingo, Ricardo Conceição, Héverton (Ale), João Marcos, André e Roger (Beto)
Técnico: Nelsinho Batista
Gols: Héverton 11/1 (PON), Henrique 37/2 (CFC) e Keirrison 48/2 (CFC).
Público pagante: 5.233 pessoas
Público total: 6.832 pessoas
Árbitro: Fabrício Neves Corrêa
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)