
Entrevista coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
James Freitas, mais uma vez como técnico interino do Coritiba fez uma avaliação do jogo: “Jogo equilibrado, na escalação nós igualamos o Novorizontino que joga com três zagueiros, então a proposta foi espelhar taticamente, pois era importante para podermos direcionar bem os nossos alvos na hora de marcar, e aproveitar algumas situações que tínhamos observado do time deles, mas no geral o jogo foi bem equilibrado. A utilização de três zagueiros é uma variação tática que pretendemos usar durante alguns jogos da competição, e dentro do pouco tempo que tivemos para trabalhar isso, estou contente com o desempenho”.
Em relação à variação tática no jogo de hoje, será uma alternativa para uma sequência da competição? “Olhando nosso plantel vemos que temos essa possibilidade, tivemos uma janela de três jogos em sete dias, e pretendemos utilizar mais na frente, temos alas com características ofensivas como Natanael, Diogo, Gelado, Jamerson e Jonhy, e pretendemos desenvolver melhor essa plataforma para o futuro da competição. Temos outros planos para a equipe que vão ser trabalhados à medida que tivermos tempo para desenvolver. Hoje o empate está de bom tamanho, mas pelas chances que tivemos, merecíamos sair daqui com a vitória”.
Sobre o período de 10 dias até o próximo jogo, quais os planos, quanto à efetivação no cargo, recuperação de jogadores e porque a saída do Ronier hoje? “Em relação ao desgaste, optamos pelo terceiro zagueiro também com a função de oxigenar a equipe, a entrada do Figueiredo como centroavante foi para entregar mais competitividade no setor ofensivo. Quanto ao Ronier, tivemos jogadores com quadro viral de vômito e diarreia, em função dessa demanda alta de exigência dos jogos, pois a série B é mais exigência física do que a série A. Quanto a permanência, tínhamos o compromisso nesses três jogos, agora vamos nos sentar e conversar”.
Em relação às substituições no jogo de hoje, foram mais por questões táticas ou desgaste? Poderá contar com o retorno de jogadores do departamento médico? “Quanto aos possíveis retornos, hoje o Vini estava conosco e podia nos entregar uns 35 minutos de jogo, mas a opção pela entrada do Bianchi e Meurer foi para conseguir tirar a bola da zona de pressão, e até conseguimos gerar situações. Na segunda-feira vamos ver se poderemos contar com mais retornos e desenvolver os trabalhos com todos”.
Ainda sobre os problemas estomacais dos jogadores: “Na véspera do jogo tínhamos alguns jogadores com vômito, isso pode ser devido ao desgaste dos jogos, que exigem muito da parte física, o Frizzo era um que estava vomitando bastante, Bruno Melo também, mas conseguiu se recuperar, e são situações que temos que administrar”.
Já deu para ver uma melhora na parte de confiança e no psicológico dos jogadores? “Melhoramos, mas precisamos melhorar alguns padrões táticos e vamos atacar essas demandas nesses 10 dias que teremos de preparação para o jogo com o Operário”.
Como explicar o fato de que nesses seis jogos o Coritiba tem um dos piores ataques com apenas três gols marcados e uma das melhores defesas com apenas três gols sofridos: “Desde o jogo com o Avaí nós tivemos um bom número de finalizações, hoje tivemos 17, contra o Avaí foram 18, temos que trabalhar para melhorar os acertos no gol. Quanto à defesa, Benevenuto fez um grande jogo, assim como Maurício e Bruno Melo, e essa consistência defensiva é necessária para o perfil da competição”.
Sobre o cenário para o próximo jogo que será no Couto, o time vai resgatar a confiança do torcedor? “O torcedor já nos apoiou no jogo anterior, e esperamos o apoio dele pelo que tem visto da entrega dos jogadores, da disciplina e dedicação dentro de campo. Contamos com a presença dele, é nosso 12º jogador e precisamos do torcedor do nosso lado”.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)