
AVALIAÇÃO
Sinal amarelo para o Coritiba. O planejamento do Clube, que previa chegar em 18 pontos antes da parada da Copa do Mundo, não foi alcançado. Com a derrota em Marília, o Cori ficou com 15 pontos na tabela, na quinta colocação (ficando atrás do Paysandu, e superando o próprio Marília, nos critérios de desempate, que é o sexto colocado).
Agora serão quarenta dias para pensar, refletir e decidir certo. E que na volta do Mundial, dia 11 de julho, em Maceió, contra o CRB, um novo Coritiba volte a campo, para ganhar no grito e na raça e voltar à Série A já em 2007.
Jogando em Marília, o Coxa foi um time irregular em campo. Na primeira etapa, se apresentou de forma apática, sendo dominado com facilidade pelo alviceleste de Marília. A equipe da casa poderia ter feito mais de um gol, além daquele marcado pelo veterano volante Fernando (ex-Botafogo e Palmeiras), aos 33.
O esquema tático de Bonamigo, no início da partida, propiciou ao Marília muitos espaços, e Henrique não dava conta de marcar o habilidoso atacante Alisson. Foi em cima dele, e nas costas de Jackson, que saíram os lances mais perigosos da equipe da casa, inclusive o gol.
Perdido em campo, o Coxa desceu aos vestiários e voltou mudado. Bonamigo trocou dois jogadores no intervalo: Nivaldo (problemas físicos) por Peruíbe e Alberto (por problemas clínicos) por Jefferson. A mexida até fez o Verdão apresentar um futebol de maior voluntariedade, com dois gols de Jefferson corretamente anulados, mas não o suficiente para reverter o plano tático, técnico e a voluntariedade do adversário.
Outra substituição no time Coxa-Branca foi a troca de Fábio Pinto por Renan. O desempenho do junior do Coritiba foi bastante superior ao do veterano. Teve destaque negativo pela quantidade de erros de passe e falta de volutariedade. Outro que ficou devendo foi Jackson, que, fora de posição, não conseguiu apresentar um bom futebol. Caio fez muita falta ao meio campo do Verdão, que não se acertou e não criou grandes jogadas de perigo.
Ao final da partida, Kleber falou sobre a necessidade dos jogadores pararem com as justificativas das derrotas e começarem a jogar para reverter o quadro dentro de campo, na base da raça.
Na entrevista coletiva, Bonamigo confirmou da necessidade de contratações (sem citar quantidade ou posições), bem como o de melhorar o desempenho defensivo do Coritiba. Tudo certo, na teoria.
Agora é hora do Departamento de Futebol, a Comissão Técnica e a Diretoria Executiva do Coxa precisa arrumar a casa, solucionando problemas e trazendo alternativas concretas para o Clube chegar ao final do ano com a vaga na Série A garantida.
Os jogadores que já provaram que não irão render que sejam mandados embora; os jogadores que mereçam oportunidades no time titular, que correspondam às que tiverem; e os jogadores que precisam ser contratados que cheguem para serem titulares, joguem e resolvam o problema em campo.
De positivo, a torcida, sempre ela.
Três ônibus com torcedores do Coritiba foram até Marília e apoiaram o time durante todo o jogo.
Se dentro de campo o time não desempenha o esperado, fora dele, sobre o apoio da torcida nenhuma reclamação pode ser feita.
No Alto da Glória, quem brilha é a torcida. Mas só ela, não basta.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)