
AVALIAÇÃO
Estrear com vitória é sempre algo positivo. Das 38 partidas do Brasileirão da Série B - 2006, o Coxa cruzou o Brasil para trazer três pontos na bagagem. O resultado de 2x1 frente ao Remo representou um bom início de competição. Agora o Cori terá duas partidas no Alto da Glória, contra Guarani (dia 22) e Portuguesa (29).
A vitória coritibana foi fruto de alguns fatores: a raça do time, o melhor condicionamento técnico de alguns jogadores coritibanos e a mobilização que a coletividade Coxa-Branca iniciou a preparação para a volta à Série A já em 2007.
Os destaques na vitória do Glorioso foram o meia-ofensivo Fábio Pinto (autor de um gol), o goleiro Kleber, o zagueiro Índio e o ala Andrezinho.
Se manter o desempenho desta partida no Baenão, Fábio Pinto será um dos destaques do time alviverde. Com um bom passe, boa visão de jogo, iniciativa ofensiva, Fábio deu as cartas no time Coxa-Branca. Outro estreante que foi bem foi o ala Andrezinho, jogador de boa força ofensiva, que vai para o jogo sem medo. Com personalidade, Andrezinho triangulou ofensivamente com Eanes, William, Jackson e Fábio Pinto
Apesar de ir bem na jogada de frente, na marcação defensiva Andrezinho acabou lenvando a pior, principalmente no segundo tempo, onde por duas vezes o Remo levou vantagem e trouxe certo perigo para a meta de Kleber.
Os outro três estreantes no Cori foram o goleiro Kleber, que com boas defesas, manteve a segurança defensiva do Verdão. Jogador tranqüilo, Kleber apareceu bem sempre que foi necessário.
No meio de campo, o volante Luciano Santos também estreou. Foi uma partida sem grande destaque, mas de boa mobilidade e postura tática de Luciano Santos, que trouxe melhor qualidade no passe.
Completando o grupo de estreantes no Alviverde, o centroavante William teve uma passagem fraca no gramado enlameado do Baenão. O centroavante acabou perdendo dois gols incríveis no primeiro tempo e foi substituído por Anderson Gomes, que trouxe mais velocidade no contra-ataque Coxa.
Também fizeram uma boa apresentação a dupla de zaga, Índio e Henrique. Com algumas falhas de posicionamento, principalmente no segundo tempo, ambos superaram a situação com muita força de vontade, dividindo todos os lances, seja na bola rasteira, seja na bola aérea.
Ricardinho teve uma apresentação apagada, apesar de procurar mais o ataque, pecou no cruzamento. Ricardinho tentou uma jogada interessante taticamente, no cruzamento rasteiro, em diagonal ou em paralela para William.
Egídio teve uma apresentação segura, marcando forte e dividindo todos os lances.
Jackson jogou mais livre, se preocupando apenas em atacar e armar o jogo. O capitão Coxa-Branca se movimentou bastante, mas não acertava os arremates finais e pecou em algumas cobranças de faltas, um fator que poderia ter sido melhor explorado.
O Cori foi o dono do jogo no primeiro tempo, chegando a ter oportunidades claras para ampliar o placar para 3x0, o que liquidaria a partida com mais facilidade, pois o time do Remo é um time muito esforçado, mas só com um destaque técnico, o meia Maico Carioca.
No segundo tempo, Estavam Soares demorou muito para mexer no Verdão do Alto da Glória. O Remo veio para o tempo final com Paulista, um jogador canhoto que já passou pelo futebol paranaense. A mexida tática (do 3x5x2 para o 4x4x2) deu certo, o time da casa dominou os primeiros vinte e cinco minutos da etapa complementar.
Mais ofensivo, e aproveitando que Estavam Soares postou o time Coxa-Branca marcando por zona, no campo de defesa, o Leão chegou ao seu gol, num belo chute de fora da área, com Serginho. Este foi o principal erro estratégico do treinador coritibano, o que acabou facilitando as ações para o time da casa.
Com o empate, Estevam procurou mexer no Verdão, trocando William por Anderson Gomes. O centroavante William é um jogador pesado, o que dificulta a movimentação ainda mais num gramado de má qualidade como o do Baenão, que recebeu muita chuva durante o dia.
Com mais gente pelo lado do campo, o Cori conseguiu equiparar o jogo, mas pecava na finalização. Nitidamente faltou ao Coxa, no jogo em Belém, um centroavante matador.
Faltando seis minutos para acabar a partida, Caio entrou em campo e imediatamente mostrou serviço, enfrentando um adversário de menor poderio téncico. Caio chamou o jogo para si, triangulou com Fábio Pinto, trazendo nova dinâmica ofensiva para o Verde. Com isto, o gol da vitória acabou saindo aos 42 do tempo final, dos pés de Fábio Pinto, o melhor jogador do Verdão.
Estevam Soares precisa avaliar algumas situações que podem acabar por facilitar o seu trabalho nesta temporada. Se deixar o Coxa jogando de forma mais ofensiva, em que se pese a falta de entrosamento do time, que teve seis estréias nesta temporada, os adversários do time Coxa-Branca certamente jogarão mais fechados, temorosos.
O posicionamento muito defensivista na segunda etapa (era previsível que o time do Pará voltasse ao gramado para jogar mais na frente, buscando o empate), facilitou tudo para o Remo.
Se o Coxa mantiver o ritmo ofensivo, jogando sempre para frente, adiantando a marcação no campo de defesa do adversário, a tendência é que a vitória brinde os coritibanos, já que apenas sete ou oito dos vinte times da Série B realmente terão maiores chances para subir.
Jogando para frente e fazendo gols, seja dentro ou fora de casa, os adversários do Alviverde pensarão duas vezes antes de atacar.
Estevam Soares precisa decidir certo ao postar taticamente o Coritiba, principalmente no Alto da Glória. A torcida Coxa certamente fará o seu papel, ajudando o time na busca da vitória, incentivando sem parar e pressionando adversários e o trio de arbitragem.
O Couto Pereira tem que ser território onde quem impera é o Coxa, o rei do Alto da Glória. E a postura de um time vibrante, auto-confiante e que jogue sempre para vencer, jogue na frente, esperando pelo erro do adversário tem que ser a marca do Coritiba na Série B.
Nós vamos voltar, podem esperar!
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)