
JUSTIÇA DESPORTIVA
Denunciado pela Procuradoria do STJD em função de "incidentes" que teriam ocorrido no jogo diante do Cruzeiro, o Coritiba recentemente foi julgado e acabou absolvido do caso em que um programa de televisão destacou um som de explosão durante o jogo. Durante o julgamento, ficou provado que o estouro se deu por conta de um disparo de efeito moral efetuado pela polícia militar.
O excesso de rigor do Procurador-Geral Paulo Schmitt, responsável pela denúncia, foi motivo de questionamentos de muitos torcedores do Coritiba, já que não houve sequer relato em súmula de qualquer incidente. Sobrou até para o árbitro Paulo César de Oliveira, também denunciado, julgado e absolvido.
O fato notório de o advogado que responde pela Procuradoria do STJD ser torcedor do A. Paranaense também gerou desconfiança dos coritibanos que, indignados, indagaram se Schmitt teria o mesmo rigor com relação aos incidentes ocorridos na Baixada no jogo A. Paranaense x Flamengo, quando diversos incidentes ocorreram dentro e fora de campo.
A resposta veio nas declarações do Procurador à Rádio CBN de Curitiba, mostrando que os critérios que valeram para o caso do Coritiba - ou seja, denúncia mesmo sem relato em súmula - não se aplicarão no caso do rival. "A procuradoria irá fazer a denúncia baseada naquilo que está na súmula, ou seja, ofensa moral e desrespeito aos árbitros. O clube ainda pode ser responsabilizado pelo arremesso do objeto no gramado. Até agora não recebemos nenhum boletim de ocorrência ou algum outro documento que amenizasse a atitude do treinador", afirmou, em declaração transcrita pela agência Lancepress.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)