
Análise Tática
Por: João Victor
Coritiba 1 x 0 Ceará
Estatísticas da equipe do Coritiba na partida:
Posse de bola: 37.23%
Passes: 242 (205 certos)
Precisão no passe: 84.7%
Viradas de jogo: 1
Lançamentos: 30 (10 certos)
Finalizações: 13 (5 certas)
Escanteios: 7
Faltas cometidas: 12
Faltas sofridas: 9
Desarmes: 14
Interceptações de passe: 5
Qual foi o sistema tático utilizado pelo Coritiba na partida?
O Coritiba entrou em campo utilizando o sistema 4-2-3-1. O volante Jesus Trindade era o primeiro homem de marcação, recuando muitas vezes entre os zagueiros para ajudar na saída de bola, já Bruno Gomes tinha mais liberdade para chegar ao ataque e ajudar na fase de construção defensiva. A ideia da equipe alviverde era tirar o Ceará da sua zona de conforto, se fechando e buscando atacar em um jogo mais direto, forçando o time adversário a propor o jogo, situação que não estão acostumados a lidar, já equipe nordestina é acostumada a se fechar em bloco médio/baixo e buscar atacar em contra-ataques de velocidade. O Coritiba se postou na fase defensiva no sistema 4-4-2, com os pontas Warley e Manga tendo a função recompor pelos lados. Guto também optou por Fabrício Daniel na função de referência, um centroavante com mais mobilidade que saia muito da área para abrir espaço para os pontas infiltrarem.
Análise da partida:
O Verdão iniciou a primeira etapa nos mesmos padrões que a equipe tem apresentado desde a chegada de Guto Ferreira, marcando por encaixes individuais, dificultando muito o trabalho da equipe adversária quando esta tinha a bola, pois o sistema defensivo estava compacto, com as linhas muito próximas e com os volantes Jesus Trindade e Bruno Gomes desempenhando um papel espetacular fechando os espaços e tornando praticamente nulas as jogadas do Ceará pela faixa central do campo. Quando recuperava a bola, o Coritiba era extremamente vertical, tentando jogadas de velocidade pelos lados, e lançamentos mais diretos (a grande maioria vinha dos pés de Jesus Trindade, que foi fundamental para tirar a bola da zona de pressão nos momentos iniciais da recuperação da posse).
Aos 30 minutos o Verdão abriu o placar mostrando um repertório diferente do que vinha mostrando anteriormente no jogo, em uma jogada muito bem trabalhada com o time já postado ofensivamente, o Coritiba atraiu a defesa do Ceará para o centro do campo para depois encontrar o espaço pelo lado, com o piá do couto Natanael atacando o espaço da linha de fundo com velocidade para fazer um belo cruzamento para Alef Manga ajeitar de cabeça e Fabrício Daniel fuzilar as redes do arqueiro João Ricardo. Depois do gol, a equipe alviverde manteve a postura mais “reativa”, com uma marcação muito intensa e pegada, e dois pontas que cumpriram muito bem o papel tático, tornando a posse de bola do adversário estéril e ineficiente, pouco conseguiram gerar perigo a meta de Gabriel Vasconcellos. Em diversos momentos da segunda etapa o Ceará tentou aglomerar jogadores no setor esquerdo do ataque, com o lateral Victor Luis subindo muito ao ataque, Mendoza (depois substituído por Iury Castilho) dando amplitude pelo lado e Vina se aproximando muito também, em certo momento essas jogadas começaram a se tornar um perigo devido ao desgaste dos jogadores do verdão, e a estratégia muito inteligente de Guto para solucionar isso foi acrescentar mais um volante a equipe, Bernardo, que passou a recompor pelo lado direito da defesa, ajudando Natanael e Jesus Trindade a anular essas jogadas. Ofensivamente faltou um pouco de capricho a mais para matar o jogo nos contra-ataques (as oportunidades foram muitas, já que o Ceará se lançou ao ataque para tentar o empate, deixando um grande espaço atrás). No fim uma vitória importantíssima em casa, suada e com emoção, principalmente devido a clássica demora de 6 minutos que a péssima arbitragem levou para traçar as linhas de impedimento e anularem corretamente um gol marcado por Marcos Victor
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)