
COLETIVA
Vindo de uma derrota por 3x0 para os reservas de Internacional, o grupo do Coritiba vem tendo uma semana de trabalhos mais tensa, e o técnico Renè Simões (foto) "quebra a cabeça" ainda para superar os desfalques, principalmente na defesa, já que Pereira, com dores, e Felipe, suspenso, não poderão enfrentar o São Paulo no próximo domingo, 5.
Diante do mau momento no Brasileirão, ocupando a zona de rebaixamento, e com a pior defesa da competição, o treinador coritibano foi perguntado se considera que o time está em débito com o torcedor. "Pelos cem anos que tem, não, agora pelas esperanças que temos e creditamos na comemoração dos cem anos, é óbvio que estamos em débito em tudo. Ainda não saiu um título, então isso é muito delicado, é triste", respondeu Renè.
Minimizando os péssimos números da defesa, o técnico prefere não os creditar ao fato de o time não ter repetido uma vez sequer a escalação no setor durante o Brasileiro. "Contra o Flamengo não tomamos gol, depois contra o Náutico não conseguimos repetir (o time) e eu não reclamei disso, porque não tomamos gols. Acho que foi uma tarde infeliz (na derrota para o Inter). O ideal seria repetir, manter a equipe, mas os números de cartões e lesões não têm permitido isso. De qualquer forma não vamos usar essa justificativa para explicar os três gols", ponderou.
Sobre alguns jogadores jovens ou vindos da base que não têm sido aproveitados, Renè falou que eles não estão descartados, mas que analisa cada caso criteriosamente. O treinador destacou casos como os de Adriano - que veio do J. Malucelli no início da temporada -, Renatinho, Dirceu e Willian - formados nas próprias categorias de base do Coritiba.
"O Adriano é um jogador que tem que trabalhar muito ainda. Ele com tranquilidade vai chegar, mas está muito longe disso. O Renatinho tem tido as chances, tem jogado, não está descartado. O Dirceu está sendo trabalhando. Fico muito 'a cavalheiro' para falar disso, porque sempre valorizei muito a base. Aqui não tem isso de jogador ser da base ou não, a gente vai analisando, quem estiver bem, joga, quem não estiver espera um pouco, trabalha muito, é isso que acontece", destacou.
Sobre o volante Willian, especificamente, que teve algumas oportunidades ao longo do ano, e que surgiu no profissional pela primeira vez ainda durante a primeira passagem de Renè no Coxa, o técnico não poupa elogios, mas também acredita que precisa implementar a parte técnica. "Gosto muito do jogador, mas tem que evoluir, mas tem que melhorar principalmente o passe dele. É um jogador que marca muito, mas às vezes falta saída de bola. De qualquer forma é sim um belo jogador", explicou.
Renè destacou ainda que o time vem de duas vitórias e uma derrota, sendo dois dos jogos fora de casa, e por isso não se pode dizer que o time ainda não esteja no caminho da recuperação. "O Coritiba é muito grande, vamos trabalhar muito, esse time vai virar, vai dar muitas alegrias, mas é um campeonato e eu já havia alertado para termos paciência ainda na semana passada, quando vínhamos de duas vitórias. Eu disse que o time ia se recuperar, mas que não ia continuar ganhando todas, ia acabar perdendo", declarou.
O treinador destacou ainda a importância da presença e apoio da torcida Coxa-Branca. "Vamos continuar animados, a torcida fazendo o papel no jogo contra o São Paulo, botando pressão. Nos jogos que fizemos aqui a torcida foi fundamental, os times se sentiram pressionados, o nosso time está se sentindo muito bem jogando em casa", concluiu.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)