
COLETIVA
Sem definir a equipe para o confronto deste sábado, 11, contra o Barueri, o técnico Renè Simões (foto) aproveitou para explicar que, muitas vezes, a escalação vai além de sua decisão particular, dependendo também das informações que o restante da comissão técnica lhe passa.
Diante disso, o treinador, que já havia elogiado muito seus colegas de trabalho na coletiva da última terça-feira, 7, voltou a falar sobre o tema, comentando a importância do bom relacionamento entre os vários membros da comissão técnica coritibana e a interação multidisciplinar que existe, inclusive para a definição do time.
São 24 profissionais, contando com o próprio Renè, estando 23 deles relacionados no site oficial, mais o fisiologista Raul Osiecki.
O comandante alviverde começou falando da fisiologia e alguns preceitos básicos que precisam ser atendidos para que os atletas possam entrar em campo na plenitude de suas condições. "Tem coisas básicas, são regras da fisiologia. 48 horas antes de qualquer partida você tem que começar a 'encher o tanque' dos jogadores, 72 horas depois você está começando de novo a abastecer, está limpando tudo", explicou
Passando para a nutrição, Renè falou sobre a importância de se controlar o peso dos atletas, tanto no ganho quanto na perda. "O segundo ponto é o peso que o jogador perde durante a partida, que varia de 2 a 3kg. Aí vai se controlando, checa a alimentação, o treinamento. São vários parâmetros que se vê junto com a nutrição, o fisiologista, preparador físico, discute-se e aí se sabe a carga de trabalho, a condição", disse.
Exemplificando, o técnico discorreu sobre o caso de Leandro Donizete que, para ele, graças ao bom trabalho da comissão técnica, vem melhorando seu rendimento. "O Donizete e o Jaílton, por exemplo, têm dificuldade de recuperar peso, então a Tânia, nutricionista, está sempre em cima checando isso. Em alguns se usa suplementação para ganhar e outros para perder peso. Desde que chegou, o Donizete ganhou 6kg de massa muscular e o percentual de gordura dele é de 9%, sendo que 10% a 11% é bom. Isso é fruto de trabalho bem feito", destacou.
A psicologia também mereceu destaque, com Renè usando o caso do ala-direito Márcio Gabriel, um "case de sucesso" dentro do clube. "O Márcio Gabriel todo mundo se espanta agora com a forma que ele está jogando, mas ninguém vê o trabalho que a psicóloga, Flávia, vem fazendo com ele, de fortalecer, fazer com que ele esteja bem nos momentos ruins e bons. Isso é o trabalho de uma equipe que faz com que os jogadores ganhem", elogiou.
Falando sobre a escalação de Douglas Silva, o treinador mostrou a importância da interação de todos os setores para a participação do atleta no jogo contra o São Paulo. "Todo mundo ficou surpreso de eu escalar o Douglas, acharam um absurdo, mas eu tinha a garantia do Raul (Osiecki, fisiologista) e do Glydiston (Ananias, preparador físico) de que ele iria aguentar 70 minutos. Eu tinha a garantia do peso, ele perdeu 2,5kg nos últimos 15 dias, tinha a garantia da Flávia de que ele estava bem", revelou.
Renè disse ainda que recebeu um relatório da psicóloga com o perfil de todos os atletas, que será seu "dever de casa" nos próximos dias, estudando o caso de cada um, mas para o próximo jogo não pretende aplicar as informações. "Pra esse jogo não vou deixar que isso seja decisivo, mas sei como vou ter que me comportar. Sei que pra uns eu posso tirar e não falar nada, outro vou ter que dar um carinho, uma explicação. Por esse perfil psicológico eu sei como deverei me comportar", finalizou.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)