
Entrevista Coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
Guto Ferreira iniciou a coletiva passando aos presentes a sua visão geral do jogo de hoje. Disse que no primeiro tempo o Coritiba fez um jogo muito bom, com boa marcação, que conseguiu controlar o Corinthians e num desarme do Régis o Manga fez um golaço. O Corinthians empatou pela qualidade que tem, em passes cavados, depois o Coritiba passou novamente à frente com um pênalti claríssimo. No segundo tempo empataram novamente num vacilo da defesa, com Yuri Alberto, que tem muita força física e acabou ganhando do Chancellor, enfim, são detalhes que não se pode ter o controle e salientou: “Eu fico mais contente por tudo que acertamos, e a questão dos detalhes acontece”. Também explicou que após a expulsão eles adotaram um 4-3-2, mas com variações que conseguiam fechar e sair.
O treinador Coxa falou sobre a importância da torcida em sua trajetória nos jogos no Couto, enfatizou que o Coritiba nunca jogou com 11 jogadores no Couto, se referindo à força da torcida, que sempre acreditou e empurrou. Também citou que dentro do Couto teve uma trajetória invicta, pois em sete jogos com cinco vitórias e dois empates. “Nós saímos num jogo de 2 x 2 com um homem a mais e saímos aplaudidos, então gratidão total à torcida”, completou ele. E fez questão de falar que a equipe vai buscar o resultado em Cuiabá e quem sabe brindar o torcedor com uma competição internacional.
Perguntado sobre o ano de 2023, se fica no comando técnico do Coritiba Guto Ferreira lembrou que seu contrato com o Coxa é até final de 2023 e que está feliz aqui pois tem o respeito das pessoas, está mais perto da família, que tem mais qualidade de vida aqui e que vai cumprir seu contrato até o final.
Sobre o jogo com o Cuiabá o treinador disse que cada jogo é uma história, as características são diferentes do jogo de hoje e que com pouco tempo ou quase nada de tempo para treinar vai ser mais na base da conversa e nos audiovisuais para tentar passar aos jogadores. Guto lembrou que as pessoas devem mudar o discurso, ou seja, valorizar o trabalho dos jogadores nesses três últimos jogos com duas vitórias e um empate e não ficar martelando sobre a questão das dificuldades que a equipe teve no ano atuando fora de casa. O foco agora é vencer o Cuiabá, se ganhar tem chance se não, não tem chance de buscar algo maior, é tudo ou nada. “É tudo ou nada, nós vamos para o tudo, mas se o nada acontecer é consequência.”, concluiu Guto.
Instado a falar sobre o lateral Natanael que readquiriu a confiança e está fazendo boas partidas, o técnico Coxa-Branca teceu muitos elogios ao jogador, que se trata de um jogador muito dedicado, trabalhador e que soube bem entender os momentos, principalmente quando o Natan jogou. Salientou que é o jogador que mais evoluiu desde a sua chegada, e ainda completou: “Ele mostrou que na função que o Natan é forte ele também é forte”.
Mais uma vez Guto Ferreira foi perguntado sobre os jogadores que chegaram na janela de meio de ano, pois hoje praticamente seis deles são titulares, então o treinador explicou que foi coincidência, houve contusões e quem entrou agarrou a oportunidade, outros que entraram, mas não fizeram muito a diferença, então o outro entrou e foi melhor, e teve outros que não vinham rendendo quando ele chegou, mas começaram a treinar muito e começaram a render.
Ainda falando dos jogadores, Guto elogiou bastante o Régis, que foi destaque nos três últimos jogos, mas que lá atrás era muito criticado e vaiado pela torcida, e hoje a torcida grita o nome dele. Citou também o caso do Manga que levou pipoca na cara e hoje a torcida também grita o nome dele. Por fim o treinador falou: “O treinador tem que ter o feeling para determinadas situações e tem dado certo, os jogadores cresceram e hoje estamos brigando por algo maior”.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)