
ADVERSÁRIO
No próximo dia 20, às 17h, o Coritiba enfrentará o São Raimundo em Manaus, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro da Série B 2006. O Coxanauta Sandro Pagani está na capital amazonense e conta mais detalhes sobre a movimentação e a expectativa que o time alviceleste está tendo para o encontro com o Alviverde.
Aqui em Manaus, o ingresso é caro no Vivaldão: R$15,00 a arquibancada. Mesmo assim, pela segunda semana seguida, o preço não afastou a torcida do Tufão da Colina. Lembrando que por aqui, o São Raimundo é o segundo time de pelo menos 70% da cidade, porque todos torcem pelo Flamengo, Vasco, Fluminense ou Corinthians e as estatísticas provam que a maioria prefere o conforto do sofá de casa a ir ao estádio.
No jogo contra o Bugre, realizado no sábado passado, o time amazonense começou no ritmo do "cavalo-louco", mas sem qualquer inspiração, até que o São Raimundo abriu o placar numa jogada de bola parada. Até o empate campineiro, aos 45´ do primeiro tempo, não aconteceu nada de produtivo.
O jogo seguiu pelo segundo tempo com poucas chances para ambos os lados, mais pela incompetência dos finalizadores do que pela falta de armação dos meias. Digamos que o ataque das duas equipes é inoperante.
O jogador Delmo, que era uma promessa de gols não faz absolutamente nada, nem ocupar espaço ele consegue. Perde todas as bolas por cima, não se antecipa em jogadas por baixo, não busca o jogo, parece sempre exausto... Parece ser reflexo das noitadas aqui de Manaus, que são muito "calientes"...
O técnico do Tufão da Colina, Carlos Prata, é emotivo. Promoveu pelo menos duas substituições devido a manifestação da torcida. Foi até engraçado: o jogador Márcio Parintins, fraco tecnicamente, errou um passe, a torcida vaiou, o técnico se virou para a torcida; algumas centenas de torcedores ao meu lado o chamavam de "burro", até que ele, por impulso, apontou para um dos atletas que aqueciam. Em menos de 30 segundos, aquele jogador que errara o passe, já caminhava na pista ao lado do gramado sendo vaiado por quase todas as 14.500 pessoas presentes no estádio.
Em outra ocasião, o segundo melhor jogador do São Raimundo, o camisa 9, Luiz Henrique, deu uma furada feia na grande área de ataque e imediatamente foi chamado para sair, na mesma "metodologia" da primeira substituição. Só que Luiz Henrique estava sendo senão o melhor, o segundo melhor jogador da partida, ficando atrás somente do camisa 10 do time alviceleste, o Vidinha, um jogador de boa qualidade técnica.
Efetuada a substituição, o treinador Carlos Prata deve ter se arrependido, porque o jogador Marcos Cruz entrou somente para lateralizar o jogo, inibindo as jogadas de linha de fundo, que a duras penas, Luiz Henrique promovia pela direita.
Neste momento da partida, a torcida já não sabia quem xingar: se era o técnico, pela impulsividade, o jogador pela inoperância ou a ela mesmo por ter sido o carrasco dos substituídos.
A Rádio CBN de Manaus sorteou três ingressos para a próxima partida aqui em Manaus, que é justamente contra o nosso Coritiba. A imprensa local está dando ares de clássico, incitando a torcida a lotar o Vivaldão no próximo dia 20, um sábado. Afinal, jogar com time grande, mexe com uma cidade, mesmo sendo uma metrópole de 1,5 milhões de habitantes.
No estádio, usando a camisa do Coxa, fui provocado e ameaçado (na esportiva) por torcedores mais fervorosos.
Sandro Pagani, direto de Manaus, exclusivo para os Coxanautas.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)