
Entrevista coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
Thiago Kosloski iniciou a coletiva falando da arbitragem do jogo de hoje, disse ele: “Hoje a arbitragem foi desastrosa, o Willian como capitão foi falar com o árbitro e tomou amarelo, depois teve o lance da expulsão que nem falta foi, um lance normal de jogo, e aí muda o contexto do jogo pois estava equilibrado, sabíamos que se conseguíssemos esfriar o Santos o jogo entraria numa condição boa para nós pois era um jogo de transição, e quando perdemos o Willian o Santos cresceu na partida e nos empurrou para trás, mas infelizmente o árbitro foi muito caseiro e prejudicou o Coritiba”.
O treinador explicou a estratégia para o segundo tempo, com a saída do Robson e do Slimani: “Sabíamos que com a expulsão do Willian se o jogo virasse 1 x 1 ele (treinador do Santos) iria colocar mais um atacante e jogar o Soteldo para a beirada, e explorar as bolas aéreas com a entrada do Julio Furch, então a entrada do Reynaldo foi para conter essa situação de bola aérea e o jogo ia virar um jogo de transição, o Santos ia se atirar para frente. Tiramos o Robson por que estava com amarelo, e o Slimani porque o jogo seria de transição e ele não tem a característica de movimentação, de quebrar linhas, daí optamos em deixar o Marcelino por lá que é habilidoso, que cai pelos dois lados, mas quando não aguentou mais colocamos o Garcez que é rápido, que cai nas costas dos zagueiros, mas o juiz deixou o jogo muito picado, marcando muitas faltas para o Santos e prejudicou o fluxo normal do jogo e infelizmente o Coritiba foi prejudicado mais uma vez”.
E continuou explicando o que pretendeu com a entrada do Reynaldo: “O Reynaldo foi colocado na direita porque todas as jogadas estavam saindo por ali com o Soteldo, sendo o Reynaldo era o zagueiro mais descansado que tínhamos para confrontar o Soteldo”. E continuou falando, se referindo agora à bola parada contra o Coritiba que tem sido um problema: “Quanto à bola parada, é uma coisa que vem nos incomodando, mas tem a questão de que a zaga vem mudando constantemente aí entra a questão do entrosamento e isso atrapalha também, mas também é uma questão de atitude e espero que consigamos mudar essa atitude nos próximos jogos para não sofrer mais com esses lances no campeonato”.
Agora falando da situação do Coritiba no campeonato e como vê a avaliação da diretoria sobre seu trabalho, Thiago falou: “Estamos bem alinhados em relação a isso, sabíamos que oscilações poderiam acontecer, tivemos um contexto em que jogadores chegavam tinham que se adaptar, outros saiam e chegavam outros tendo que se adaptar e tudo mais, mas o Coritiba fez mudanças muito profundas no clube, fora dos holofotes, que o torcedor não vê, e que vão se refletir em resultados futuros. Estão acontecendo situações que nunca vi no futebol brasileiro e que vão refletir positivamente num futuro próximo, infelizmente o momento é terrível, os resultados não vêm, mas precisamos passar por essa tormenta, brigando jogo a jogo, sabemos que a missão vai ficando cada vez mais difícil, 13 pontos é um número complicado de tirar. Quero falar para torcedor que estamos lutando e vejo um futuro muito bom para o Coritiba, mesmo com uma eminente queda tenho certeza de que o clube vai se levantar mais forte e o torcedor vai se orgulhar muito ainda desse clube, estamos plantando no meio da tempestade, mas daqui a pouco a tempestade passa e o sol vai nascer para nós”.
O técnico foi questionado em relação à sua fala na coletiva anterior quando se referiu à qualidade, se os jogadores assimilaram isso normalmente, então explicou: “Quando falei em falta de qualidade foi em momentos específicos do jogo, resolver a situação mais rápido, com um toque só, ou ter mais calma na hora de finalizar. O grupo hoje foi um leão, brigou muito, desde o jogo do São Paulo que mudamos de postura, teve situações do jogo em que não jogamos bem, mas também teve situações em que jogamos bem, então quando falo de qualidade é isso, em pontos específicos do jogo. Sempre vou defender meus atletas, independente da situação é um grupo trabalhador, pessoas honestas, e estão incomodados com essa situação, mas infelizmente hoje se fosse no onze contra onze teríamos muita condição de ganhar”.
Mais uma vez Thiago foi questionado sobre como está sendo a avaliação da diretoria em relação ao seu trabalho, e disse o seguinte: “Tem pessoas que estão no nosso dia a dia que estão direto nos treinamentos, que veem como é a preparação para o jogo, como é feito o estudo do adversário, estamos implantando um modelo de jogo que vai do profissional até as categorias de base, num futuro próximo precisamos trazer jogadores que se encaixem nesse modelo e vamos trazer, para que estejamos 100% alinhados dentro desse modelo de jogo, um time que vai jogar com linhas altas pressionando o adversário o tempo inteiro, fisicamente bem assentado no campeonato, seja na série A ou B, então estamos alinhados em relação a isso. Em relação à minha permanência, estou bem tranquilo, é uma situação que não me preocupa, minha preocupação é fazer com que o Coritiba tenha os resultados, brigar até o fim representando essa camisa, mas se amanhã eu tiver que sair, saio de cabeça erguida porque tentei fazer o meu melhor, que é isso que prometi para a torcida”.
Por último o técnico Coxa-Branca fez uma projeção para o jogo com o Internacional em Porto Alegre: “Vamos recuperar os atletas porque o período é curto, temos jogadores que sentem muito a sequência de jogos. O Inter é um adversário mais qualificado que o Santos, até pela posição na tabela, vamos estudar bastante, ver o que teremos à nossa disposição, ir lá e tentar ganhar”.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)