
SÚMULA
Em campo, jogo pegado mas sem violência, com as duas equipes se preocupando mais em defender do que atacar. Aparente monotonia que, contudo, nas arquibancadas da Baixada esteve longe de se repetir.
No intervalo do clássico AtleTiba do último domingo, 19, as torcidas de Coritiba e A. Paranaense, separadas por apenas alguns metros e com a conivência da Polícia Militar, iniciaram provocações de parte a parte com ambos lados atirando alguns artefatos explosivos, mas sem registro de feridos.
O incidente não passou desapercebido pela arbitragem, que mesmo com o jogo parado, não deixou de relatá-lo na súmula. Wilson Luiz Seneme o descreveu da seguinte forma: "Durante o intervalo da partida, houve um tumulto nas arquibancadas onde dividiam-se as torcidas com cordão de isolamento composto por policiais e seguranças. Durante o tumulto foram arremessadas bombas por ambas as torcidas uma contra a outra".
Na parte de "condutas", o árbitro complementou sua inscrição classificando os comportamentos dos públicos de ambos lados como "ruim". Como não houve registro de prisões, caso a Procuradoria do STJD entenda que o clube da casa não promoveu medidas aptas a resguardar a segurança dos presentes, o A. Paranaense pode ser punido. Punição também ao Coritiba pelos atos de seus torcedores, contudo, não está descartada.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)