
Entrevista Coletiva
Por: Ricardo Honório
Na coletiva após a vitória sobre o América/MG, Thiago Kosloski primeiramente falou da sensação de sair do Couto hoje com a vitória sobre o América: “Sensação de alma lavada, vínhamos acompanhando o que vem acontecendo, quatro meses sem vitória no Couto, era um compromisso nosso que a torcida voltasse feliz para casa. Divido a felicidade em dois momentos: Primeiro a felicidade de ver uma equipe aguerrida, que não se entrega, que honra a camisa, e a segunda, a vitória. Enfrentamos uma equipe muito bem treinada pelo Mancini, e o Coritiba se superou dentro de suas limitações que teve durante o jogo e saímos com a vitória”.
O técnico Coxa falou também sobre a importância para o seu trabalho, das duas vitórias seguidas, disse ele: “Olho isso de forma geral, sabíamos que esses dois jogos eram de seis pontos, duas finais. Antes da minha felicidade vem a felicidade do clube. Deixamos de ser lanterna, e agora é trabalhar para o jogo com o Cruzeiro”.
Sobre o jogo em si, Thiago fez uma breve avaliação: “Começamos o jogo devagar, o América deu bola na trave, e em seguida tomamos o gol numa dividida entre nossos jogadores e a bola sobrou para eles. E aí entra uma coisa que tenho conversado muito com os jogadores, o equilíbrio emocional, não podemos perder o equilíbrio, depois do gol começamos a empurrar o América para trás e conseguimos a virada. Quando recebi a escalação do América percebi que o Mancini fez algumas trocas e tinha muitas trocas boas para o segundo tempo, e no segundo tempo a tendência de uma equipe que não faz trocas é de cair de rendimento. Hoje não tínhamos opções no meio-campo, entramos sem nenhum volante, tivemos que fazer algumas adaptações e por isso a entrada do Diogo, que já havia feito essa função no sub-20, e a entrada do Vitor por dentro, que é muito inteligente e entende muito bem o que eu peço, mas o importante foi que a equipe soube sofrer e se defender contra uma equipe muito forte na bola aérea. O jogo foi de dois tempos distintos, no segundo tempo eles nos empurraram para trás, mas conseguimos matar o jogo”.
Referiu-se também à torcida que gritou seu nome no final: "É difícil explicar em palavras o que você sente, sabemos que o caminho é longo, mas o espírito, a garra, a união, a atitude nós devemos ao torcedor, e os atletas compraram essa ideia. Vamos oscilar ainda, teremos jogos em que não conseguiremos ganhar, mas o importante é tentar sempre o equilíbrio, ganhar jogos em casa e roubar pontos fora para sairmos dessa situação o mais rápido possível”
Falando agora sobre o sentimento de ter a companhia do Reginaldo Nascimento no banco de reservas, Thiago explicou: “No dia a dia do clube nós temos o DNA Coxa, alguns ídolos que trabalham dentro do clube, principalmente nas categorias de base, e eu venho das categorias de base então tenho contato direto com o Ademir Alcantara, com o Claudio Marques, com o Jetson, com o Pepo e com o capitão Nascimento, são pessoas altamente identificadas com o clube. O Nascimento sempre me acompanha nas categorias de base, e é muito respeitado pelos atletas pelo seu passado no Coritiba. Quando fui convidado a assumir o profissional fiz questão de trazê-lo, é uma pessoa que, estando do meu lado, me sinto mais protegido, estamos muito felizes com ele”.
O treinador Coxa-Branca mencionou também como fez para que a equipe readquirisse a confiança nas vitórias, enfatizou que deixou o clima mais leve, que no início pegou uma equipe abalada psicologicamente, atletas sem confiança. “A primeira coisa que fiz foi mostrar a eles que eles podem, podemos não ser o melhor time do campeonato, mas não somos o pior. Quando digo que eles podem, não é só conversa, é mostrar através de treinamentos, através de estudos do adversário, mostrando o que cada um pode fazer em relação ao adversário. Os protagonistas são os atletas, eu faço parte da engrenagem”, completou.
Solicitado a falar sobre o Fransérgio, que fez sua estreia hoje, Thiago citou o seguinte: “Ele fez uma grande estreia, mostrou qualidade e muita garra. Ele sabia que não tínhamos outro volante para substituí-lo, é um agregador dentro do vestiário, mais um líder na equipe”.
Por fim, Thiago Kosloski falou sobre como vai armar a equipe para o próximo jogo, principalmente pela ausência do Alef Manga: “Novamente entra a força do grupo, teremos algumas ausências, mas também vamos ganhar alguns jogadores. Vamos observar o Cruzeiro. Vamos tentar montar uma equipe equilibrada tanto defensiva como ofensivamente. O Manga faz parte da engrenagem, é um atleta importantíssimo, mas tem outros atletas que estão esperando a chance de jogar e manter o nível da equipe”, concluiu o treinador.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)