
PRÉ-JOGO
A liderança da competição é um objetivo que foi conquistado com muita luta, mas resta à equipe Coxa-Branca entender que conquistou a liderança da Segundona, e nessa divisão não há espaço para soberba.
O Coritiba vem fazendo uma boa campanha, mas poderia ser muito melhor se a equipe não pecasse pelo excesso de preciosismo e confiança. A realidade é triste e deve ser encarada de frente: o Coritiba está na Série B.
Para a partida de logo mais, contra a Lusa, a Nação Coxa-Branca espera que esses erros não voltem a acontecer, pois na Segunda Divisão não é feio fazer gol de bico, muito menos a zaga chutar a bola para fora do estádio. O que realmente interessa são os três pontos somados rumo à Primeira Divisão, já em 2007.
Três zagueiros
O técnico Paulo Bonamigo não poderá contar com Peruíbe, que cumpre suspensão automática pela expulsão contra o Guarani, nem com Paulo Miranda, optando por escalar o zagueiro Douglão para atuar ao lado de Marcelo Batatais e Henrique, utilizando, dessa forma, o sistema tático 3-5-2.
O grande problema é que o Cori não teve sucesso em nenhum jogo este ano quando jogou com três zagueiros de ofício, sempre tendo que alterar o sistema tático durante a partida para recuperar o prejuízo. O último exemplo ainda está bem vivo na cabeça do torcedor, na partida contra o Avaí, em Florianópolis, onde o Coxa virou o jogo após a saída de Índio para a entrada de Eanes.
Mas a filosofia do Bonamigo, de explorar sempre o apoio dos alas e a criatividade dos meias, faz com que o reforço do sistema defensivo seja necessário. Com a defesa teoricamente segura, Jackson e Cristian têm mais liberdade para criação em conjunto com os alas.
Em entrevista ao repórter Edu Brasil, da Rádio Banda B, Bona explicou sua opção por Douglão: pretende reforçar o sistema defensivo contra o jogo aéreo do time Rubro Verde, que tem em Cléber um jogador de boa qualidade na cobrança de bolas paradas para os atacantes e defensores da Lusa que sobem ao ataque.
Na partida contra a Portuguesa, Batatais fará a função do zagueiro da sobra, com Douglão e Henrique jogando pelos lados do campo, cobrindo os avanços de Ricardinho e Luís Paulo, respectivamente.
No ataque, o raçudo e esforçado William deve iniciar a partida ao lado de Eanes, podendo aparecer como novidade no banco de reservas o atacante Alberto que já se recuperou de um torcicolo que o afastou da equipe por cerca de duas semanas.
O adversário
A Portuguesa, que agora tem em seu comando o técnico Candinho, quer conquistar sua segunda vitória seguida para deixar a zona de rebaixamento. Para tanto, contará com o retorno do goleiro Felipe e do lateral esquerdo Leonardo, que estavam suspensos.
A Lusa, que historicamente não conta com um grande número de torcedores, deposita em seu treinador a esperança de chegar à vitória. Assim, com o peso da responsabilidade, Candinho congestiona o meio campo da Portuguesa e deixa apenas um atacante de ofício, Alex Alves.
Apesar do tamanho, a torcida lusa é historicamente uma torcida exigente, que cobra do time e dos dirigentes durante a semana do jogo. Vindo de uma boa vitória em casa, contra o CRB, o time paulista quer aproveitar o momento para deixar as últimas colocações.
Supremacia
O Coritiba tem, disparado, o melhor elenco da competição, mas essa supremacia tem que voltar a ser transformada em efetividade, ou seja, resultados. Afinal, a melhor equipe tem por obrigação ser uma equipe vencedora.
Preciosismo e excesso de confiança geram um clima de 'já ganhou', fazem com que a equipe ache que pode resolver a partida no momento em que quiser, mas não é bem assim, pelo contrário. E isso foi provado pelo Guarani, na última rodada. Na Série B, sem dedicação e seriedade o resultado positivo não vem.
Em campo, o Cori sabe muito bem o que fazer. A equipe do técnico Bonamigo não diferencia mais entre jogar em casa ou fora de casa, excetuando-se o apoio da Nação Coxa do Alto da Glória. Mesmo fora de casa, espera-se que o Cori vá para cima da Portuguesa: marque no campo do inimigo, sufoque o adversário, como se estivesse jogando em casa.
O caminho tático e técnico da vitória é de conhecimento de toda a equipe, mas o que o time tem que aprender, ainda, é que infelizmente o Coxa está disputando a segunda divisão, e nesse inferno, não pode existir vaidade, preciosismo e soberba.
Raça, Verdão! Primeira divisão!
Campeonato Brasileiro 2006 – Série B - 21ª rodada
Portuguesa x Coritiba
Local: Estádio Canindé, em São Paulo
Data: 09/09/2006 – sábado
Horário: 15h45
Portuguesa
Felipe; Ari, Leonardo Silva e Léo Bonfim; Wilton Goiano, Marcos Paulo, Cleison, Cléber e Leonardo; Souza e Alex Alves
Técnico: Candinho
Coritiba
Artur; Henrique, Marcelo Batatais e Douglão; Ricardinho, Egídio, Jackson, Cristian e Luis Paulo; Eanes e William
Técnico: Paulo Bonamigo
Arbitragem
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistente 1: Vilmar Raul (RJ)
Assistente 2: Sérgio Oliveira Santos (RJ)
4º Árbitro: Rodrigo Braghetto (SP)
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)