
BRASILEIRÃO
No final do ano passado, após garantir uma vaga para a Libertadores da América, o Coritiba sofreu um verdadeiro desmanche em seu elenco e comissão técnica vitoriosa em 2003, mas que optou por deixar o Clube logo após a classifição àquela Copa.
Na época, ainda em dezembro do ano passado, o treinador Bonamigo levou consigo toda a comissão técnica formada pelo Clube ao longo de um bom tempo. Com a saída de toda a comissão técnica que já conhecia o clube (em especial o elenco profissional e as categorias de base), a Diretoria Coxa teve poucos dias de janeiro para resolver o problema.
Às pressas, chegaram reforços e o técnico Antônio Lopes (foto), de currículo respeitável, e considerado um técnico que gosta de jogar no ataque.
Com o Antônio Lopes no comando, o Coritiba abandonou, teoricamente, o sistema tático 3-5-2, o qual jogava há praticamente três anos, passando a jogar no tradicional 4-4-2 e, às vezes, com o 4-3-3. Apesar das tentativas, Lopes não conseguiu equilibrar os sistemas táticos com o potencial técnico da equipe. Como para este ano o resultado do planejamento não foi o esperado, agora a equipe sofre com a falta de motivação, a não ser por uma possível vaga na Copa Sul-Americana, assim como para um novo planejamento para a próxima temporada.
Pensando dessa forma e cedendo a pressão da torcida, o Delegado, como é conhecido Antônio Lopes, vem testando algumas formações e táticas diferentes, apesar dele insistir na tese de que o seu 4-4-2 é praticamente igual à tática 3-5-2, pois quando o Coxa é atacado, um volante ou um lateral faz o papel de terceiro zagueiro. Porém, na última partida, o Verdão Coxa-Branca entrou em campo escalado com três zagueiros, Vagner, Reginaldo Nascimento e Alexandre, dando mais força defensiva ao time para que possa liberar mais ambos os alas.
Nessa formação, o Coritiba, que tem seu sistema criativo formado com jogadores improvisados, fica ainda mais frágil, sendo que para a entrada do terceiro zagueiro, sacrifica-se um “meia”, ou Capixaba ou Reginaldo Vital, este o escolhido para ficar de fora na última partida.
Por outro lado, o sistema tático 4-3-3 também não foi utilizado ao pé da letra, por Antônio Lopes, visto que as vezes que utilizou tal sistema com Alemão, Tuta e Aristizábal, este último recuava para a meia cancha para poder armar as jogadas, deixando novamente o ataque com apenas dois jogadores, Alemão e Tuta.
O fato é que a cada partida sem vitória, mais complicada fica a situação de Antônio Lopes, pois menor é a motivação da equipe, sendo que daqui há sete rodadas, alguns atletas pegam suas chuteiras e vão embora, por isso tornam-se menores as chances de suas experiências para o novo planejamento darem certas, o que aumenta a insatisfação do torcedor que deve ter paciência, pois nessas últimas rodadas serão comuns jogadores recém saídos da equipe de juniores utilizando a camisa titular do Glorioso Alviverde.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)