
JUSTIÇA DESPORTIVA
Temendo pela perda de dois jogadores importantes para seu sistema defensivo - o zagueiro Pereira e o volante Leandro Donizete - o técnico Ney Franco manifestava preocupação com possíveis desfalques ainda na terça-feira, 1º, véspera da Sessão da Terceira Comissão Disciplinar do STJD, na qual foram julgados os dois atletas, além do volante Rodrigo Pontes. Os três haviam sido denunciados após expulsões contra Santo André e Palmeiras.
O julgamento de Pontes foi o mais tranquilo, com o advogado Itamar Côrtes pedindo o depoimento do jogador, que ressaltou o fato de já ter sido repreendido pela diretoria do clube, contando seu histórico como atleta. Com isso, os auditores apenas ressaltaram que em caso de nova denúncia o jogador seria punido, decidindo - por maioria - pela absolvição do jogador da acusação de "ato desleal ou inconveniente".
Na sequência foi julgado o processo relativo ao jogo diante do Palmeiras, no qual foram denunciados dois jogadores do Porco, além dos coritibanos. Na sua defesa o advogado do Coxa pediu pela absolvição ou a pena mínima de um jogo - já cumprido com a automática - para Donizete, cuja expulsão se deu num lance que classificou como "normal de jogo"; quanto a Pereira, alegou que o carrinho, por si só, não configura a indisciplina pedindo a absolvição ou desclassificação para artigos mais brandos, cujas penas mínimas são de um jogo.
Pereira ainda prestou depoimento destacando que achou que chegaria antes na jogada e que tocou na bola. Suas declarações convenceram o auditor-relator Raphael Domenech, que disse ter "percebido sinceridade" no depoimento, votando pela absolvição.
Após alguns votos divergentes e debates, a decisão final, por maioria, foi de absolver ambos jogadores coritibanos das denúncias oferecidas pela Procuradoria. Os atletas do clube paulista também foram liberados, já que Marcão foi absolvido e Pierre recebeu um jogo de suspensão, já cumprido com a automática.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)