
UNIÃO
Um dos grandes diferenciais apontados por todos dentro do Coritiba na luta pela volta à Série A do Campeonato Brasileiro é a qualidade do elenco montado para o ano de 2010. Em entrevista reproduzida pelo site oficial do clube, o técnico Ney Franco fez questão de enfatizar o tema: "É o grupo em que todos colocaram o Coritiba acima de suas vontades pessoais e isso vem sendo determinante. No início do ano a diretoria nos passou que era preciso colocar o Clube acima de nossos interesses e os atletas souberam assimilar isso muito bem", frisou.
Além de exaltar a postura dos jogadores, o treinador Alviverde também destacou a facilidade de trabalho com os seus comandados que, segundo ele, entendem bem o que pede dentro do gramado: "A nossa equipe está bem coletivamente, um grupo que entende a proposta do jogo e a importância de ganhar e subir de divisão. Aliado a isso é bom a qualidade técnica", reforçou.
Questionado também sofre o fato de não ter um atleta destacado nas estatísticas como artilheiro, Ney Franco considera essa uma característica positiva do seu grupo: "Artilharia dividida mostra a coletividade dos atletas. Os gols estão bem distribuídos. Saímos feliz com mais uma vitória na competição. Nos mantém na liderança e mais próximo do nosso objetivo de 65 pontos para assegurar uma classificação", apontou.
Essa peculiaridade do elenco Alviverde faz com que os demais atletas tenham que trabalhar muito para cavar seu espaço entre os relacionados ou, até mesmo, recuperar suas condições de titulares, como afirma Alexandre Lopes, preparador físico do Cori: "O pessoal que não tem jogado tem trabalhado quase que dobrado o percentual dos que têm jogado durante uma semana", revela.
Já os atletas tratam essa sadia disputa com naturalidade. Ramon, que chegou a fazer boas partidas como titular na metade do primeiro turno, é um dos que lutam para reconquistar o espaço: "Quem não é relacionado tem que treinar num ritmo forte para não deixar o ritmo da equipe cair", afirma, para complementar, a seguir, com palavras que reforçam a união do time Alviverde: "É isso que faz um time vencedor, não só com 11 atletas, é preciso 24, 30 jogadores. Não tem como começar um campeonato com 11 e terminar com 11, porque sempre vai ter alguém machucado, suspenso e quem está de fora precisa estar preparado", conclui.
Marcos Aurélio e Tcheco, que vinham sendo relacionados para a reserva, mas que, diante do Vila Nova, tiveram suas oportunidades, endossam as palavras do colega. Para o atacante, o importante é ajudar: "O time jogou bem, nós do banco tivemos oportunidade e ajudamos também", disse. O experiente meia segue a linha de raciocínio e completa: "Eu vejo um grupo de muita qualidade e temos que saber respeitar nossos companheiros. Todos aqui têm suas qualidades e vêm sendo importantes", mostrando o pensamento de todos no Coritiba.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)