
Entrevista coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
O Coritiba quebrou um grande tabu aqui hoje, uma coisa que ficou marcante. Você sabia disso? “Não sabia disso, não foi nosso foco nos treinamentos. Reconheço as dificuldades de enfrentar um adversário ofensivo como o Corinthians, que está acostumado com seu campo rápido. Nesse período sem jogos, tivemos a oportunidade de trabalhar dois ciclos de estímulos e um dia e meio de preparação estratégica, totalizando quase três ciclos, para se preparar para o jogo”.
Qual sua análise do jogo? E sobre a compactação da equipe? “A equipe focou na compactação defensiva e cooperação para neutralizar o jogo central do Corinthians, forçando-os para as laterais, apesar dos fortes jogadores de lado de campo, tanto Matheuzinho como Matheus Bidu. Nossa confiança vem do trabalho árduo e autoconsciência consistentes, não apenas dos resultados, e destaco as rotinas de treinamento aprimoradas e a coesão do grupo da equipe. Quero destacar o desafio de integrar uma nova equipe com tempo limitado de treinamento devido à agenda, contrastando com a entrada em um grupo já formado. O trabalho da equipe se estendeu além do treinamento em campo, incluindo a formação do grupo, o que contribuiu para seu desempenho competitivo, apesar das dificuldades previstas.”
O Coritiba começou o jogo com linhas mais baixas, diferente da estratégia dos jogos anteriores. Isso foi planejado para o jogo de hoje? “A estratégia era iniciar com um bloco médio-baixo, e minha agitação do lado do campo vinha da falha da equipe em avançar após se defender, o que limitava as oportunidades de contra-ataque. Havia a necessidade de a linha defensiva avançar para criar chances de recuperação de bola e contra-ataques, pois ficar muito recuado reduz a possibilidade de ganhar a bola em posições vantajosas. Minha preocupação não era com a pressão alta, mas sim com o fato de a equipe não se limitar apenas a defender a área, e assim criar oportunidades para transições.”
Correu o risco de ficar sem o Josué hoje, que conseguiu atuar com o efeito suspensivo. Pode comentar o jogo que fez o Josué hoje? “Josué teve um excelente desempenho, teve duas assistências e a eficiência letal da equipe, apesar das poucas oportunidades ofensivas. Josué foi vital defensivamente, trazendo estabilidade e fechando espaços para neutralizar os ataques do Corinthians, que não teve chances claras de gol. A equipe corrigiu sua estratégia defensiva com Josué marcando o lateral esquerdo, adaptando-se ao jogo inteligente do Corinthians pela esquerda. O período de treinamento mais longo permitiu à equipe trabalhar esses ajustes de forma completa, garantindo a coerência coletiva mesmo com a ausência de jogadores específicos como Josué., que felizmente pode jogar hoje”.
Sobre a atuação do Walisson, um dos melhores em campo, como viu a atuação dele e o que projeta para ele na sequência do campeonato? “Uma de suas principais características é a agressividade, uma leitura de jogo defensiva muito boa, movimentação e capacidade de ganhar a bola, juntamente com seus pontos fortes físicos. A competição entre Wallison e William por uma posição, na verdade, fomenta a cooperação, levando ambos os jogadores a aprimorar seu jogo. O progresso do Wallison em superar seus contratempos iniciais e elevar seu nível, agora pressiona William a melhorar, criando uma competição que beneficia toda a equipe”.
O que representa a quebra do tabu de 18 jogos sem vencer o Corinthians? Isso pode aumentar a confiança da equipe, principalmente para retomar as vitórias dentro de casa? “A vitória é empolgante para a torcida, especialmente pela qualidade do adversário e pela dificuldade da partida. A equipe conquistou essa vitória através de um trabalho sério e de qualidade, entrando no jogo com clareza e tranquilidade. Embora a vitória seja significativa para a torcida, a equipe deve manter os pés no chão e entender que a confiança vem do trabalho consistente e árduo, e não apenas dos resultados".
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)