
TORCIDAS
A partida Coritiba x Corinthians terá mais um ponto repleto de curiosidade e quem sabe até expectativa: saber como a torcida Coxa-Branca receberá o treinador Antônio Lopes, que volta ao Couto Pereira alguns meses depois de perder o cargo de treinador do Verdão, devido ao fracasso na Copa do Brasil, frente ao Treze da Paraíba.
Depois de deixar o Alto da Glória, Lopes acertou contrato com o A. Paranaense e foi treinar o time da Baixada. No AtleTiba do primeiro turno, ainda treinador do co-irmão, Lopes ofendeu a torcida Coxa, fazendo gestos e xingando os torcedores do Cori após encerrado o jogo, enquanto o treinador se dirigia para os vestiários.
Lopes se defendeu, acusando alguns torcedores, que segundo ele cuspiram e jogaram copos com urina que atingiram o treinador, aparentemente dono de um potente olfato.
Cuca, na época o treinador coritibano, saiu em defesa da torcida Coxa-Branca, criticando a postura de Lopes. Para Cuca, Lopes faltou com profissionalismo, ainda mais em se tratando de atacar a torcida do Clube que ele trabalhou por mais de um ano.
As ofensas de Antônio Lopes naquele clássico não foram esquecidas por muitos torcedores do Alviverde. Tanto que um grupo de torcedores prepara uma recepção bem-humorada ao treinador do time alvinegro paulista. Faixas e algumas músicas novas foram criadas por torcedores especialmente para a volta de Lopes ao Alto da Glória.
A mobilização dos torcedores será calcada basicamente no bom-humor e na gozação, nada de atitudes anti-desportivas que possam levar o Verdão a perder mando de jogos. As faixas estarão à vista do treinador e as músicas serão ouvidas de perto, em alto e bom tom. É esperar para ver.
De pai para filho
Mesmo deixando o cargo no Alto da Glória, o legado de Lopes perdurou mais alguns meses, através do seu filho, Lopes Junior, que era assistente da Comissão Técnica do Cori e acabou sendo levado ao cargo de treinador interino por três partidas. Nesta função, Junior Lopes teve uma passagem tão breve quanto fracassada: três partidas, nenhum ponto. A torcida perdeu a paciência e pediu a cabeça do treinador interino.
Depois da terceira derrota consecutiva, Junior foi levado de volta ao cargo original de assistente técnico e Cláudio Marques assimiu o cargo. O Coxa melhorou o desempenho em campo, fez uma boa atuação jogando contra o vice-líder do Brasileirão, o Inter, em Porto Alegre, sob o comando de Cláudio Marques, que assumiu o cargo de treinador interino naquela partida, que antecedeu a estréia de Márcio Araújo.
Na rodada seguinte, contra o Flamengo, no Rio, Junior Lopes voltou a ter poder. Ele e não Cláudio Marques viajou para o Rio de Janeiro, para ser o assessor direto do novo treinador, Márcio Araújo. A escolha não poderia ter sido pior, pois ele e Sérgio Ramirez acabaram orientando o novo técnico de uma forma muito errada na montagem do time e do banco de reservas. Depois de mais uma derrota, o Presidente do Clube, Giovani Gionédis, demitiu Lopes Junior e Ramirez.
Tudo em família
Circulam pelos bastidores do futebol paranaense, que a esposa do treinador Antônio Lopes estaria indignada com a demissão do filho Junior Lopes. Segundo as conversas que circulam por telefones, pela internet e pelas arquibancadas, ela haveria pedido ao treinador que encarasse o jogo contra o Coxa como uma "vingança" familiar pela demissão do filho.
Folclore ou não, a boataria esquentou o clima do jogo de logo mais.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)