
RESULTADO
Como se já não bastasse o péssimo desempenho quando atua como visitante, o Coritiba agora entrega, pelo menos, um gol por jogo aos seus adversários neste Campeonato Brasileiro. Nesta quinta-feira, 3, não foi diferente na derrota por 2x0 para o Fluminense no Maracanã. Assim, o time Alviverde se afunda na Zona do Rebaixamento logo no início da competição nacional. E o projeto "Coxa Maior" segue a pleno desenvolvimento no Alto da Glória.
Surpreendendo a todos, Marquinhos Santos inovou na escalação e fez algumas substituições na equipe titular. O prata-da-casa Henrique assumiu o lugar de Ivan, enquanto que Paulinho foi escalado no lugar de Rafhael Lucas, que amargou a reserva pela primeira vez na temporada. O primeiro tempo era muito fraco, com as duas equipes sem inspiração alguma até que Hélder apareceu. Em uma jogada absolutamente ridícula, o volante tentou utilizar uma técnica que não tem e, ao virar o lance na intermediária, entregou a bola no peito de Fred, que lançou Vinícius que, por sua vez, finalizou de primeira, deslocando Bruno. O lance já era o suficiente para Hélder ser sacado imediatamente se o Coritiba fosse um time com algum comando. Mas, evidentemente, nada vai acontecer. Final de uma primeira etapa em que o Coritiba não deu um chute sequer ao gol de Diego Cavalieri, como de costume.
Na segunda etapa, o Fluminense deu uma pequena recuada para tentar aproveitar os contra-ataques e permitiu que o Coritiba tivesse um falso domínio da partida, até porque o time Alviverde não criava nada, mais uma vez. Aos 15 minutos, Marquinhos Santos sacou Thiago Galhardo para colocar Rafhael Lucas na equipe. Na primeira aparição do atacante, ele demorou demais para lançar Hélder no melhor contra-ataque do Coritiba na partida. Apesar do erro do bandeira, que assinalou impedimento de maneira errada, o volante já tinha demorado demais para finalizar. No minuto seguinte, Bruno fez defesa espetacular em chute de Wágner. Pouco tempo depois, Marquinhos sacou Hélder do time para a entrada de Cáceres.
Entretanto, apesar de ficar mais com a bola no segundo tempo, o Coritiba pouco criava. Ruy até se deslocava mas, bem marcado, não conseguia produzir. A melhor chance de empate do Verdão veio em uma cobrança de falta de João Paulo, em que Diego Cavalieri fez boa defesa. No final, o golpe de misericórdia. Edson lançou Breno Lopes pela esquerda, o lateral cruzou e encontrou Marcos Júnior sozinho na pequena área. O baixo atacante do Fluminense teve apenas o trabalho de deslocar o goleiro Bruno e garantir a vitória.
Não existem mais palavras para descrever o sentimento da Nação Coxa-Branca. Desilusão. Tristeza. Raiva. Nada é pior do que olhar para a tabela do Campeonato Brasileiro e já ver o Coritiba ocupando os quatro últimos lugares da competição. Foi exatamente o contrário disso que nos prometeram, mas "manter a palavra" é uma frase que já não existe no Alto da Glória há tempos. As perguntas continuam: Quando teremos um Coxa Maior? Quem se responsabilizará por estes medíocres resultados? Quando teremos alguém com o mínimo de conhecimento e atualização no departamento de futebol do clube? Por que Pedroso e Mazzucco não aparecem para explicar esta fase, já que, de acordo com o primeiro, este time brigaria pelo título brasileiro, pois lembrava o de 1985? E o presidente Bacellar, por onde anda? Sinceramente, se for para assistirem o banco afundar, tenham hombridade e peçam para sair. Todos. O Coritiba precisa de ajuda.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)