
PRÉ-JOGO
Em junho desse ano, o site COXAnautas publicou uma avaliação sobre a importância do segundo volante no futebol atual e, especialmente, dentro do esquema tático de Paulo Bonamigo para o Coritiba.
Pela escassez do mercado e por indicação do técnico Coxa-Branca, a diretoria trouxe o experiente Paulo Miranda que não estava sendo aproveitado na equipe do São Caetano.
A notícia, a princípio, não foi bem recebida pela grande maioria da torcida Coxa, mas com o decorrer das partidas, Paulo Miranda foi ganhando crédito e confiança pelas suas atuações.
O bom momento do segundo volante no Coritiba foi interrompido juntamente com a lesão sofrida em Belo Horizonte, na partida em que o Coritiba foi derrotado pelo Atlético Mineiro, ainda no primeiro turno.
Sem poder contar com Paulo Miranda por um longo período, o técnico Paulo Bonamigo mexeu e adaptou a equipe Coxa-Branca, chegando à liderança da Série B na última rodada em Florianópolis, em um jogo emocionante contra o então líder Avaí. Empurrado por 3 mil torcedores Alviverdes, com muita raça, o time virou o placar, determinando a vitória por 2x1, sagrando-se "campeão moral" do primeiro turno.
No dia 12 de setembro, Paulo Miranda, liberado pelo Departamento Médico, voltou ao time titular na derrota em casa para o Brasiliense, por 2x0. O retorno do segundo volante era aguardado com muita expectativa, já que o Cori recentemente havia iniciado o seu declínio na competição.
Mas Paulo Miranda voltou irreconhecível. Teorias das mais diversas sobre o que havia acontecido durante a sua recuperação circulam. Mas ao voltar ao time, o atleta teve uma queda brutal no seu rendimento. De certo, é que Paulo Miranda precisa sim provar porque foi contratado a peso de ouro pelo Cori.
Egídio pode reaparecer
No treinamento do último domingo, após o vergonhoso empate no Alto da Glória, contra a equipe do Santo André, por 0x0, o técnico Bonamigo fez uma experiência durante os trabalhos. Sacou Paulo Miranda para a entrada de Márcio Egídio, compactando mais o setor do meio-campo coritibano.
Como Paulo Miranda vem apresentando um futebol burocrático e desestimulante, com excessivos toques laterais, não se apresentando para o jogo como alternativa para a saída de bola, consequentemente, não cumprindo a sua função de segundo volante, Bonamigo poderá alterar seu sistema tático, não no modelo, mas em sua essência.
Com a saída de Paulo Miranda da equipe para a entrada de Márcio Egídio, o Cori ganhará poder defensivo, pois quando Egídio cumpriu exclusivamente o papel de volante nesta temporada, raramente falhou, trazendo segurança ao sistema defensivo.
Desta forma, o Verdão Coxa-Branca voltará a ter um meio campo competitivo e brigador com os volantes Rodrigo Mancha e Márcio Egídio. Assim, os meias Jackson e Cristian terão que se sacrificar um pouco, pois terão que voltar para buscar a bola no sistema defensivo com mais freqüência, visto que as características de Mancha e Egídio, são de primeiro volante, ou seja, a princípio não têm características de sair jogando.
Porém, Jackson e Caio não terão que se preocupar muito com a marcação, como ocorreu na última partida, quando ambos jogaram praticamente como volantes, já que a marcação no meio campo era praticamente nula.
Desfalques
Cumprindo suspensão pelo terceiro cartão amarelo estão o zagueiro Henrique e o atacante Anderson Gomes. Para os seus lugares, respectivamente, entram o zagueiro Índio e o meia atacante Caio.
A entrada do zagueiro Índio é natural e, pela declaração dada a um jornal da capital paranaense na semana passada, quando disse ao jornalista que fosse pedir uma "palavrinha para que fosse jogar", mostrou-se insatisfeito com a reserva, mas sem causar mau estar no grupo, até mesmo porque ele é um dos líderes do elenco. Portanto, Índio demonstra estar com sede de bola, espera-se que ele leve e transmita essa gana para dentro de campo.
Já a entrada do meia atacante Caio no lugar de Anderson Gomes, não quer dizer que ele irá jogar na posição fixa de atacante, pois como o Cori deverá estar em campo sem um segundo volante de ofício, os meias deverão alternar e se movimentar bastante no meio campo, principalmente para fazer a ligação da zaga para o ataque.
Para não repetir as falhas
A idéia agora deve ser a de não repetir as falhas dos últimos jogos. Portanto, não adianta o meia Cristian ou Jackson jogar pela esquerda e Caio atuar pela direita, como ficou muito claro na última partida, no Couto Pereira. Pois dessa forma, o time fica previsível, pois ataca exclusivamente pelos lados do campo. E dá-lhe chuveirinho na área. Falta sintonia ao meio campo.
Atualmente, o básico no futebol, quanto a questão tática, é que, independentemente do sistema que se utilize, a equipe deve obrigatoriamente jogar compactada, ou seja, não pode haver grandes espaços entre os jogadores, o resto pode variar.
Não que a culpa pelo momento do Cori na competição seja do Bonamigo, mas como comandante da equipe, ele tem a sua parcela de culpa, principalmente por manter na equipe titular jogadores que não estão demonstrando comprometimento dentro de campo, apesar do bom discurso após os jogos desses jogadores.
Pena que Henrique e Anderson Gomes não jogarão esta noite, pois traduzem o espírito do torcedores Alviverde, mas espera-se que seus substitutos, Índio e Caio, respectivamente, cumpram seu papel com o mesmo vigor e vontade.
Assim, com Arthur; Andrezinho, Índio, Batatais e Carlão; Rodrigo Mancha, Márcio Egídio, Jackson e Cristian; Caio e William, fica a esperança por parte da Nação Coxa de um jogo disputado com garra, vontade, vibração e, quem sabe, uma vitória lá em Fortaleza para espantar a crise.
O adversário
O Vozão, como é chamada a equipe do Ceará por seu torcedor, treinado pelo técnico Dimas Filgueiras, deverá apresentar pelo menos três desfalques: Adrianinho, Aleluia e Sandro.
A equipe que entrará em campo esta noite diante o Cori deverá ser formada por: Adison, Arlindo, Clécio, Preto e Sérgio; Leo, Leanderson, Tiago Almeida e Lei; Vavá e Vinícius. Informa, ainda, o site Vozão.com que o restante dos jogadores que estão concentrados são: Rafael, Alekito, Paulinho, Diguinho, Jobson, Marcelo Lopes, Liminha, Diogo e Clodoaldo.
Por que não esta noite?
A Nação Coxa-Branca sabe que a partida desta noite será bastante complicada. Acrescente-se o fato de que o estádio do Ceará, chamado de "La Vovoneira" deverá estar lotado, pois os ingressos estão quase esgotados.
Mas com as alteração substanciais, principalmente quanto ao sistema defensivo que deverá contar com Márcio Egídio e Rodrigo Mancha, aliada à correção no posicionamento dos meias, compactando a equipe Alviverde, a Nação Coxa-Branca pode ter a esperança que essa equipe pode trazer os três pontos de Fortaleza, encerrando, assim, a crise.
Raça, Verdão! Primeira Divisão!
Campeonato Brasileiro 2006 – Série B - 28ª rodada
Ceará x Coritiba
Data: 03/10/2006, terça-feira
Horário: 20h30
Local: Estádio Presidente Vargas, Fortaleza.
Ceará:
Adilson; Arlindo, Clécio, Preto e Sérgio; Leo, Leanderson, Tiago Almeida e Lei; Vavá e Vinícius
Técnico: Dimas Filgueiras
Coritiba:
Artur; Andrezinho (Luis Paulo), Índio, Marcelo Batatais e Carlão; Rodrigo Mancha, Márcio Egídio (Paulo Miranda), Jackson e Cristian; Caio e William
Técnico: Paulo Bonamigo
Árbitro: Fernando Rogério de Oliveira Assunção (AL)
Assistente 1: José Jaime Rocha Bispo (AL)
Assistente 2: Ticiana de Licena Falcão Martins (AL) - FIFA
4º Árbitro: Francisco de Assis Almeida Filho (CE)
Observador: Luis Vieira Vila Nova
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)