
OPINIÃO
Sinal vermelho
Vinícius Coelho, Tribuna do Paraná, 15/05/2006
O campeonato está no começo, tem muita coisa pela frente, mas o sinal ligado no Alto da Glória não é nem o amarelo.
É vermelho mesmo. O Coritiba sabe muito bem o que já aconteceu com a demora de mandar o Lopes embora e depois o Cuca. Sábado, foi a prova provada de que nem sempre técnico ganha jogo, mas quase sempre é ele quem perde. O empate foi uma derrota. Quando o time coritibano, que já quando os jogadores pernambucamos foram expulsos, deveria sofrer uma mexida para evitar que o Júnior armasse a retranca que armou no intervalo, voltou para o segundo tempo, Estevam Soares deveria ter sido convidado a voltar para o vestiário, o que o impediria de fazer tantas bobagens, tantas confusões com seu time, com nenhuma jogada preparada, com nenhuma abertura pelos flancos tendo seqüência, com um time totalmente embolado que pouco chutou, que pouco fez perigar o gol adversário, a não ser em jogadas de abafa completamente inconseqüentes. E no final da partida, ainda tivemos que ouvir ele dizer que faltou inteligência para o time. Para o time?
Os erros incríveis
Fabinho era um dos bons jogadores da equipe. Deixava a torcida menos apreensiva com a péssima fase do Ricardinho. Marcava, apoiava, bem melhor que o da direita, Goiano. Estevam volta com Eanes, colocando o Jackson na lateral esquerda. Jackson, que também passa por um período péssimo, era o mais fraco da equipe. Poderia até ficar ali pelo lado direito. Mas na esquerda? Aí ele tirou o Goiano para entrar o Marlos, jovem e futuroso jogador do júnior. Foi o Jackson para a direita. Mais tarde colocou o Anderson Gomes. Mas tudo isso aí virou um bolo de fubá, com um espaço entre defesa e ataque. Ficaram quatro jogadores do Coritiba marcando um atacante do Sport. Para alimentar o ataque, ninguém. O Márcio Egídio, agora transformado em terceiro zagueiro, e mais o Luciano Santos, não passavam do meio-de-campo. E na frente uma maçaroca incompreensível.
As únicas jogadas que davam alguma esperança eram armadas pelo Marlos, mas frutos apenas de sua qualidade. Não havia um lance armado, planejado. Há muito tempo eu não via nada igual. Um time com 11 contra nove e o goleiro dos nove praticamente sem pegar na bola. E vem o Estevam dizer depois da partida que ele também sentiu vergonha? Em sete dias, Estevam deixa a gente pensando que ele está brincando. Ou então que nos considera todos ignorantes. Primeiro com a goleada lá em Brasília, dizendo que foi a viagem a causa, agora que os jogadores não tiveram inteligência. Vai continuar? Joga em Manaus sábado, deve ganhar e prorroga mais uma semana pelo menos sua estada por aqui. Quando sair, a reação estará aniquilada e a volta à primeira divisão destruída. É preciso apagar o sinal vermelho que já está aceso.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)