
AVALIAÇÃO
Do Portal Parana-online
Vinícius Coelho - 30/10/2004
Libertadores ou rebaixamento?
Em diversos jogos, evidentemente com resultados negativos, o Antônio Lopes vinha falando sempre que ainda dava e ele acreditava na classificação para a Libertadores. Tentava melhorar o moral da torcida e acredito que até dos jogadores. Mas acumularam-se as derrotas e, especialmente as duas últimas, tornaram o panorama um tanto confuso.
Da tentativa à Libertadores, para uma ameaça que já deixou de ser uma remota hipótese, o caminho deve se decidir nas três próximas partidas. Se perder as três, inegavelmente vai tornar o final da competição num clima de angústia e aflição para a poderosa torcida alviverde.
A cada final de jogo, o que se vê no Alto da Glória é uma torcida saindo do estádio sem entender direito o que está acontecendo. E o que está acontecendo?
O alvo principal é o Antônio Lopes. E nem poderia ser diferente. É uma rotina que o futebol brasileiro, mais que qualquer outro, oferece para a carreira de treinador. Só que ao mesmo tempo, torna essa carreira a mais atraente e lucrativa do nosso pobre mercado de trabalho. Sai de um e em seguida pega outro time para trabalhar. Aqui o treinador só serve ganhando. E para ganhar, o trabalho tem que estar dando certo.
Aferição
Dizer que Antonio Lopes é incompetente, é muito fácil e o torcedor, principalmente no momento de um novo fracasso, não poupa os adjetivos. Lopes tem um brilhante currículo, que culminou com o pentacampeonato, onde ele foi o coordenador da seleção do Felipão. Profissional digno e correto. Honesto como poucos. Só que, no Coritiba, seu ciclo terminou.
Por este ou aquele problema, ele deixou de dar certo. Isso não é um privilégio do Lopes. É uma constante na vida do técnico de futebol. Desde os mais badalados aos menos ungidos. Faz parte também do currículo de cada um. Com as derrotas se acumulando, ele, como ser humano, se prejudicou emocionalmente.
Não é o mesmo, principalmente no decorrer dos jogos. Tem substituído muito mal, como quarta-feira, quando tirou Reginaldo Vital, Aristizábal e Ricardinho. Do vendedor de pipocas ao presidente Gionédis, todos esperavam que saísse o Tuta, cuja displicência e péssimo aproveitamento irrita até os padres da Perpétuo Socorro. Vital, era o melhor do meio do campo, Ricardinho, que jogara mal no primeiro tempo, era o melhor no segundo e Aristizábal era bem mais útil que o Tuta. E o Lopes tem ao seu redor uns três ou quatro assessores técnicos. Será que não trocam idéias com ele, não o auxiliam para chegar a uma decisão razoável?
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)