
CURIOSIDADE
Prevaleceu a soberba
Tribuna do Paraná
Vinícius Coelho
29/08/2005
Elogiado por todos por sua vitória diante do Fortaleza, o Coritiba foi até a Vila Belmiro com a esperança geral de um grande triunfo. Não só pela sua subida de produção, numa atuação parelha de pelo menos nove jogadores, mas também pelo fato de que o Santos jogaria sem Robinho e sem vários titulares.
Era a grande chance de voltar de lá numa posição muito boa, incluído na esteira daqueles que alguma coisa pretendem no campeonato, além de não ser rebaixado. E mais uma vez, os jogadores não entenderam que para ganhar não bastam os elogios diários. Para ganhar tem que jogar.
E o time do Coritiba iniciou a partida exibindo uma injustificável soberba, defeito que pune os times com os resultados negativos. Nesse campeonato, ninguém é de ninguém, só vence quem luta, quem busca o triunfo. O time do Coritiba entrou em campo dando a impressão que fôra lá com a vitória decretada.
E o que vimos nos vinte minutos inciais foi um time vendo o outro jogar, com falhas gritantes na marcação de sua defesa, onde Flávio era uma válvula aberta, possibilitando ao Santos marcar os dois gols de seu triunfo, contando ainda com um prestimoso bandeirinha do Simon. Mas não poderia ser outro o resultado.
Aos poucos o Cuca tentou arrumar. Conseguiu pelo menos equilibrar a partida, mas não teve a força necessária para desmanchar a diferença que o Santos conseguira. É mais uma lição, não sei se a quinta ou sexta nesse campeonato. Ninguém ganha sem jogar.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)