
ARBITRAGEM
Simon, um pacote?
Vinícius Coelho
Tribuna do Paraná, 27/06/2005
Quem assistisse pela primeira vez o Simon apitando ontem, não teria argumentos para aceitar sua presença como árbitro de uma entidade junto a um campeonato mundial. Pois é. Mas ele, segundo consta, vai ser o árbitro brasileiro no mundial do ano que vem.
Como aconteceu no jogo Santos x Atlético-PR, Simon não teve lances de equívocos tão comuns no futebol brasileiro. Ele simplesmente resolveu que um time seria o vencedor e outro o perdedor. Uma vergonha.
O pênalti que ele não marcou, com o jogo ainda 0 x 0, passa para a galeria dos lances que tiram o torcedor dos estádios, enquanto ele, passando banha no cabelo, sai impávido, como autoridade suprema, pouco se importando que atrás de um resultado sai um monte de gente que trabalhou a semana inteira e graças a um “erro” seu leva o prejuízo para casa.
Revoltar-se adianta?
0 pior para o Coritiba, é que os erros têm sido uma seqüência a lhe roubar pontos preciosos para sua classificação. Foi assim contra o Vasco e só não pesou mais contra o Paraná, porque sua atuação foi bem superior e lhe permitiu ter os erros superados.
Mas chega uma hora que tem que se rebelar. E levar à FPF junto para a CBF, por dois motivos. Primeiro porque é o prejudicado direto, depois porque será uma vergonha para o futebol brasileiro ter um Simon como representante de sua arbitragem no próximo campeonato mundial.
Árbitros têm o direito de errar. São humanos e é difícil, muitas vezes, tomar uma decisão em segundos de interpretação. Mas ontem, Simon, de novo, foi vergonhoso, como já fora no jogo Santos x Atlético-PR. Seria um “pacotão”?
Fora tudo isso, o Coritiba jogou bem, poderia ter vencido, mesmo com o Simon apitando, mas perdeu chances excelentes para marcar e melhorar sua posição na tabela.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)