
IMPRENSA
Frio ou chuva, monumental é o destino
Vinícius Coelho, Tribuna do Paraná, 23/05/2006
A torcida coritibana, aflita, agoniada querendo ver seu time livre de maiores problemas já no início da competição, não poderá temer esta noite enfrentar o mau tempo, caso ele seja dominante. É chamar o exército alviverde para o estádio. Não dá para pagar pela omissão, coisa aliás que a torcida jogou para fora. Tem apoiado, tem estimulado, embora algumas vezes com mutações exdrúxulas conforme o destino de um passe ou de um arremate ao gol. Se as coisas estão bem, alegria. Se estão mal, incentivo. Depois do jogo, aí quem quiser extravasar, que desabafe. Mas nos 90, o incentivo para aquele que erra, é a chance de ele melhorar e conseqüentemente ajudar o time. O tempo ontem estava ruim. Se não melhorou hoje, a torcida que ignore. O importante é comparecer. A volta não depende só dos dirigentes e dos jogadores. A força do torcedor exerce um efeito incomparável.
Lance que define
As televisões passaram muito ontem o gol da vitória coritibana. Ali ficou estabelecida uma diferença. Se é o Eanes o lançado por Fábio Pinto de 30 metros, haveria o chute para o gol e quem sabe a bola sobrasse para o Ricardinho ou para o Alberto. Quem sabe. Mas o mérito da jogada foi todo do Anderson Gomes, que partiu na diagonal, levantou a cabeça e colocou nos pés do artilheiro da tarde. São lances como este, que tanto o Eanes como o Caio, têm que ver e rever.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)