
PÓS-JOGO
Menos de 3 mil torcedores, num dos piores públicos dos últimos anos no Estádio Couto Pereira. E a maioria dos presentes foi ao Alto da Glória para protestar, mesmo com a vitória de 4x2 do Coritiba sobre o Avaí. Fim de ano, Coxa em sexto na tabela e mais um ano na Série B. E as promessas de diretoria, treinador e jogadores não foi cumprida. Revoltada a torcida desta vez não apoiou o time e sim, vaiou durante todo o jogo e pediu novamente pela saída de Giovani Gionédis.
O jogo
Com ares de jogo-treino, Coritiba e Avaí entraram em campo num Couto Pereira quase vazio. Do lado de fora, protestos da torcida. As organizadas do Cori, a Império, a Jovem e a Mancha não levaram suas faixas. O mesmo aconteceu com os Cornetas e os Coxaceiros. Do lado de dentro do Couto, muitos protestos. Torcedores de preto, outros usando perucas e nariz de palhaço. Bandeiras de ponta cabeça e com faixas de luto, além das já tradicionais faixas pedindo a saía do Presidente Gionédis.
Desde o ponta-pé inicial, o torcedor Coxa-Branca vaiou os jogadores e o treinador Bonamigo, que teve sua saída pedida em coro. A surpresa ficou por conta da ausência inexplicada (pelo Clube) de Paulo Miranda, tido como o atleta que teria a experiência suficiente para suportar a pressão da torcida.
Em campo, sem Artur (barrado pelo preparador de goleiros), Índio (suspenso) e Henrique (vetado pelo DM), o Cori voltou ao 3-5-2, com Douglão fazendo o papel de Henrique, mas sem o mesmo desempenho ofensivo. A lamentar a atitude irresponsável do atleta coritibano, que entrou na onda das provocações da torcida, retrucando os torcedores da Mauá.
No gramado, um time pouco inspirado no meio de campo. No ataque, Hugo sozinho pouco aparecia. Cristian, em contagem regressiva para deixar o Alviverde, passeava em campo, perdendo todas as divididas.
O Coritiba demonstrava ser um time com pouco poder de criação, o que dificultava as ações ofensivas. O primeiro gol Coxa-Branca foi anotado por Marcelo Batatais, o capitão do time no jogo contra o Avaí. Aos 17 minutos, o Cori fazia o 1x0.
Em vez de comemorar, silenciosamente se abraçavam, enquanto a pressão da torcida continuava: vaias e mais vaias.
Com raríssimos lances de perigo, o jogo morno acabou permitindo que o time catarinense chegasse ao empate, aos 42 minutos, com Ademir Sopa.
No segundo tempo, o ritmo lento e pouco inspirado continuou. Assim como as vaias e cobranças da torcida, que tinham em Ricardinho, Egídio, Cristian e Bonamigo seus alvos principais.
Inoperantes em campo, Ricardinho e Cristian deixaram o campo, para as entradas de Carlão e Guilherme, que se aproximou mais de Caio e Hugo no ataque.
O Cori fez 2x1, aos 37, num lance infeliz de Ale, que foi cortar o cruzamento rasteiro da direita e assinalou contra. Nos minutos finais, o jogo ficou mais aberto e o Coxa fez mais dois, ambos com Hugo, que mostrou boa colocação em dois lances, aos 40 e 43 do tempo final.
Já nos acréscimos, aos 46, o time visitante diminuiu, numa cobrança de penalidade máxima, cobrada por Ale. Placar final, 4x2, fim de ano para o Coritiba, que continua na Série B, para a tristeza de sua torcida.
Bom exemplo
Após o final da partida, alguns dos jogadores do Avaí rumaram à curva de fundos do Couto, para parabenizar e agradecer os torcedores do seu time, que compareceram à partida.
Os jogadores do time alviceleste arremessaram camisas e bateram palmas para seus torcedores. Enquanto isto, os jogadores do Cori deixavam o campo, de cabeça baixa, indiferentes aos protestos do torcedor coritibano durante uma partida e do apoio em todas as outras 37 rodadas.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)