
Entrevista coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
O que representa essa primeira vitória fora do Couto? E porque o Frizzo no banco? “Uma vitória muito importante, principalmente diante de resultados que a gente não conseguia fazer fora de casa. Importante e com o gol de um jogador que muitas vezes é criticado pela torcida. Mas eu gostaria de falar ao nosso querido torcedor, e dizer da importância deles aqui, eles foram muito importantes e o que dizer do Morisco, um goleiraço!. Então a vitória foi muito importante diante da necessidade que tínhamos. O Frizzo ficou no banco, estava muito abaixo em termos físicos devido à indisposição estomacal, então entramos com o Morelli e o Sebá com liberdade de atacar, ficando o Zé Gabriel mais na contenção, e funcionou bem. No segundo tempo colocamos o Ronier mais como um segundo atacante, o Morelli entrava na linha de quatro pelo lado direito e o Figueiredo por fora, com o Zé que fez uma grande partida, mais na marcação. O Brumado entrou e conseguiu boas chances de gol, mas foi infeliz, principalmente no lance em que o goleiro pegou, era só dar uma cavadinha, falei isso para ele”.
Qual a importância para o grupo de jogadores essa vitória fora de casa? “Muito importante o lado psicológico deles, de acreditarem que é possível, estamos longe do objetivo, mas diminuímos a diferença para o G4 para sete pontos. Agora é pensar jogo a jogo. No segundo tempo fizemos as substituições colocando jogadores mais descansados, e o Zé Gabriel conseguiu jogar o tempo todo. O Eric demonstrou que tem muita capacidade, e tudo isso vai nos mostrando que é possível, temos o Josué que chegou, lá na frente talvez o Manga, assim a equipe vai se fortalecendo”.
Qual a ideia de jogar com um jogador mais de contenção, no caso do Zé Gabriel, no lugar do Frizzo? “É importante dizer que tanto o Morelli como o Sebá são jogadores que pisam muito na área adversária, às vezes até demais, tanto que pedi para que eles se alternassem. Tomei a decisão porque entre os três, o Zé é o único volante de verdade, então conversamos com nossos auxiliares e decidimos que ficaríamos muito consistentes defensivamente e iríamos pisar muito na área e foi o que aconteceu. Até poderia ter colocado o Frizzo, porque ele estava querendo jogar, mas sabemos que uma virose, que foi o caso dele, o deixaria muito debilitado fisicamente”.
Pretende utilizar este esquema de hoje nos outros jogos, principalmente fora? “Não podemos ficar preocupados com essa questão, para ser um bom marcador não é só marcar, é saber se posicionar bem, e isso o Frizzo faz muito bem. Mas acho muito cedo para pensarmos nisso, eu sempre vou querer uma equipe protagonista, que acredita, que vai para dentro do adversário. Quando fazemos marcação alta precisamos de zagueiros rápidos e isso nós temos, tanto o Thalisson como o Benevenuto, e o Bruno tem nos dado sustentação pelo lado esquerdo”.
Qual o critério para utilizar o Eric Castilho hoje, ao invés do Pomba? “O Pomba é um jogador que jogou mais, e nosso critério é dar tempo ao Eric e ao Brumado. Temos um trabalho de fisiologia e preparação física e o critério é ir colocando os jogadores para jogar cada vez mais minutos e isso estamos fazendo”.
Em relação ao Josué, qual a previsão para começar a utilizar esse jogador? “Acho cedo para a gente pensar nele para o próximo jogo. Talvez no jogo da próxima terça contra o Avaí em casa, vou conversar com o atleta e com a preparação física e fisiologia, é um jogador que precisa se adaptar ainda ao futebol brasileiro, mas é um jogador muito importante, portanto vamos seguir nossos critérios para esse jogador também”.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)