
NOVOS ATLETAS
Qualquer atleta que queira vestir a camisa do Coritiba hoje deve passar pela avaliação do trio formado por Dirceu Krüger, Pachequinho e Édison Borges. Os três julgam as contratações necessárias tanto para as categorias de base, como para o elenco profissional. Exceto nomes consagrados, como por exemplo Tcheco, escapam da análise do trio. “Há jogadores cuja história já os credencia”, disse Krüger em entrevista ao portal iG.
É Krüger quem supervisiona todas as categorias de base do Verdão. “Já até perdi a conta de quantos jogadores passaram pelas minhas mãos na base. Mas o importante é que o Krüger é só uma engrenagem da estrutura. O Coritiba tem uma tradição de revelar bons jogadores e dar oportunidade a eles no profissional. Essa transição faz com que eu, o Pacheco e o Borges estejamos sempre atentos”, revelou o ídolo da década de 70.
Os três atuam em sintonia, já que quando um jogador muda de categoria, vai indicado por Krüger, Pachequinho dá seu aval e Édison Borges é o encarregado da fase de transição, para que o atleta não caia de rendimento durante esse período inicial na nova categoria. “Basicamente, a gente passa para o técnico da categoria as características do jogador, para que o atleta possa manter o mesmo rendimento”, disse Édison, atleta dos anos 80, ele que também é auxiliar técnico do profissional.
Já Pachequinho, acumula as funções de olheiro interno do clube e de observador de novos talentos a serem contratados, além de já ter sido técnico da categoria Sub-20 antes da chegada de Marquinhos Santos no ano passado. “Olho os jogadores que estão se destacando, faço relatórios e também observo adversários e jogadores que despertam o interesse do Coritiba”, salientou o craque dos anos 90.
Entre os três ex-jogadores que hoje servem de ligação entre a categoria de base e o elenco profissional, sem dúvidas Krüger foi o principal nome. Atuando nas décadas de 60 e 70 conquistou títulos, por diversas vezes foi técnico do profissional e há muitos anos o Flecha Loira, como é apelidado, trabalha dentro do Coritiba. “Ele é um personagem forte dentro do Coritiba, que conhece muito de jogadores da base”, afirmou o treinador Ney Franco, que pretende levar os métodos aprendidos com o trio Alviverde para dentro das seleções de base do Brasil.
A prova do bom trabalho realizado pelos ex-craques está nos resultados conquistados nos últimos dois anos pela base. A categoria Sub-20 conquistou seu primeiro título em âmbito nacional, com a Taça BH 2010, vencida esse ano em cima do A. Paranaense. Voltou a conquistar o Campeonato Estadual ano passado, após seis anos de jejum e que no último sábado, 23, acabou desperdiçando a chance de conquistar o Bi campeonato ao perder a decisão para o Iraty/PR nas cobranças de penalidades.
Na categoria juvenil o time disputa duas competições, o Paranaense, onde a equipe carimbou ontem a vaga para final e disputará também o Bi campeonato a partir do sábado, 30, contra o rival A. Paranaense. Na outra competição, a Copa Tribuna, o Verdão está classificado com uma rodada de antecedência na 2ª fase para as quartas-de-final, a ser disputada no sistema mata-mata.
E no infantil, os garotos do Verdão, sempre sob os olhares do trio de craques do passado, assim como no profissional, conquistou o certame estadual de 2010 com uma rodada de antecedência na fase final.
Outro bom exemplo do trabalho realizado é a formação do elenco profissional desse ano, que conta com onze jogadores oriundos da base compondo o elenco, figurando no banco e já atuando em muitos jogos. Esse número representa 1/3 do elenco principal.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)