
ACORDO QUEBRADO
Por Fabiano Utrabo Merlin - COXAnautas
Aliciamento de jogadores em categorias de base sempre foi um grande problema. Principalmente quando envolve grandes clubes como o Coritiba Foot Ball Club. O Portal Terra publica hoje uma matéria onde expõe todas as operações antiéticas, quase todas envolvendo São Paulo Futebol Clube, como foi o caso com o atleta Foguete, do Vasco da Gama.
Dirigentes de base de vários clubes do Brasil, entre eles o Coritiba, reclamam que o São Paulo alicia jogadores, convencendo-os a ir para Cotia, quebrando o "pacto moral" instituído pelos clubes para coibir ações desse tipo. Mas do que se trata o tal "pacto moral"? Nada além de um acordo tácito e verbal, onde os dirigentes se comprometem a agir dentro das regras da ética e da moral, como todos deveriam agir.
A matéria cita o caso de Foguete, descrevendo uma ligação telefônica envolvendo René Simões, hoje no Vasco da Gama. Como não se lembrar do caso Choco e Raul, quando o C.A. Paranaense "roubou" os atletas de dentro da base alviverde. Mas a recíproca também existe. E é correto afirmar que, apesar de perder jogadores, alguns casos seguem o tal pacto, dentro dos preceitos que regem a ética e a moral.
O que não parece ser o caso específico do São Paulo, onde o responsável, José Geraldo Oliveira, tem total autonomia para agir dessa forma. E, a despeito das normas éticas, segue aliciando jogadores pelo Brasil afora. No caso específico do Coritiba, o São Paulo atravessou uma negociação envolvendo o atleta Paulo Henrique, do Grêmio Prudente. De acordo com o presidente do clube de Presidente Prudente, Breno Casari, “Geraldo em nenhum momento contatou o Grêmio Prudente, que não tomou conhecimento e, tampouco, autorizou a transferência, (…) ainda mais da forma obscura como foi feita em total desrespeito às leis desportivas nacionais e aos regulamentos da Fifa”. Mário André Mazzuco acrescentou que “novamente entrou em ação a maneira capciosa e imoral de aliciamento que vem sendo praticada por representantes deste grande clube que é o São Paulo”, lembrando que a transação já estava acertada entre os clubes e o jogador. Casari disse ainda que “o Geraldo, do São Paulo FC, aliciou atleta vinculado ao Grêmio Prudente há mais de um ano, bem como contatou diretamente seus familiares para levar o jogador ao Centro de Treinamento de Cotia”. O São Paulo respondeu, através de Adalberto Baptista, que a vontade de se transferir para o São Paulo foi do atleta e seu representante legal. “O menino é livre, não temos nenhuma posição. Ele foi lá no São Paulo, bateu na porta, conheceu a nossa instalação e quis ficar. Não tinha vínculo com o Prudente. Ele fez treinamentos no clube. Depois o Bernardo (ex-jogador e empresário) falou que era o dono do jogador. Os agentes tratam assim. Ele está treinando, não tinha contrato de formação, foi lá e ficou. Nosso trabalho é esse”.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)