
ADVERSÁRIO
Do site GE.Net
Azulinho só entra para ganhar
Por Maurício Svartman, especial para a GE.Net
São Caetano do Sul (SP) - “A expectativa é ir o mais longe possível. Se uma equipe grande como o São Caetano não almejar chegar entre os primeiros, não dá para ter departamento de base.” A declaração do técnico dos Juniores do Azulão, Candinho, deixa bem claro que o time do ABC quer repetir o feito da equipe de cima, que conquistou o Paulistão-2004, e sagrar-se campeão da Copa São Paulo pela primeira vez.
Em 2004, o Azulinho caiu invicto ainda na primeira fase, com duas vitórias e um empate. O Primavera, no entanto, passou por ter um saldo de gols superior: 5 a 4. Os destaques são os laterais Jonas e Pará, da seleção Sub-17, além dos atacantes Alequito, autor de três gols na edição passada, e Neto. Os quatro, além de Felipe e Thiago, já treinam com o time de cima.
O lateral-direito Jonas, de 17 anos, disputou a Série A-3 de 2004 pelo Mirassol, onde foi vice-campeão e conquistou a promoção para a A-2. Chegou ao Cruzeiro em agosto. “Se der para aparecer a gente agarra a oportunidade. Não é porque eu já treino com os profissionais que vou descer e fazer nhaca”, brincou.
Já o meia Felipe, de 19 anos, revelado pelo São Paulo, disputou a Série B pelo Paulista, após atuar em alguns jogos da Série A com Muricy Ramalho. “A Copinha é uma vitrine, a grande chance de passar a treinar com os profissionais”, analisou.
“O objetivo”, afirma Candinho, “é manter o mesmo esquema do time de cima, a mesma filosofia. A equipe de baixo tem de render frutos para a de cima. Não podemos jogar diferente da principal, as variações táticas podem confundir o atleta”, explica. Ou seja, o Azulinho entra em campo no 3-5-2.
“O treinador que conquista a Copinha tem seu nome veiculado na mídia, mas vários já conquistaram e ainda estão em equipes medianas, como o Edu Marangon (Portuguesa-2002), Rota (Santo André-2003), Aílton Ladeira (Corinthians-2004). Em alguns casos eles optam por permanecer nas categorias de base, porque é menos estressante”, conclui Candinho.
Campeão da Copa do Brasil em 2004, o técnico do Azulão, Péricles Chamusca, disputou uma Copa São Paulo pelo Vitória, em 1993. Os baianos tinham Dida, Vampeta, Paulo Isidoro, Júnior e Bebeto Campos. Terminaram em terceiro, perdendo nas semifinais para o São Paulo de Rogério Ceni, André Luis, Catê, Caio e Jamelli. “Eles ainda tinham o reforço do Telê Santana, que foi ajudar o Márcio Araújo no banco”, brinca Chamusca. “A Copa é importante para o amadurecimento desses atletas, tanto no profissional, como de competição”, explicou.
Time-base: Bruno, Jaílton, Carlão e Thiago; Jonas, Fernandão, Fernando, Felipe e Pará; Alequito e Neto.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)