
COPA DO BRASIL
Mais uma vez, a sensação de que o time está totalmente à deriva toma conta da Nação Coxa-Branca que irá acompanhar, ao vivo, pela TV, seu time lançar a sorte na competição nacional.
Inacreditável, mas é verdade. O Coritiba lança sua sorte na Copa do Brasil, pois acreditar que o clube possui um planejamento para a competição é, no mínimo, uma brincadeira de mau gosto.
Desta vez, a vítima foi o lateral direito James que vinha atuando como titular nas últimas partidas, sendo que para o jogo desta noite, James sequer foi relacionado entre os dezenove jogadores que viajaram para Recife.
Aliás, para o torcedor Alviverde, a lista dos jogadores que compõe a delegação coritibana para a viagem ao Nordeste não tem muita lógica, pois por que levar cinco atacantes e apenas dois laterais? Por que levar Diogo e Vinicius se o histórico do Coxa nesse início de temporada é Ludemar como opção? Ou Jackson irá atuar de ala direito? E se Ricardinho machucar-se, quem joga na esquerda? Guaru, recuado?
As incoerências, entre elas a escalação de Ludemar como titular na partida contra o J. Malucelli no último domingo, são um dos principais motivos que de o torcedor irritado e sem perspectiva de futuro.
Algumas mudanças são lógicas, como os retornos do lateral Ricardinho e dos atacantes Eanes e Jefferson. Outras mudanças são compreensivas, como a entrada de Márcio Egídio ou Rodrigo Mancha atuando como primeiro volante ao lado de Peruíbe atuando como segundo volante.
Tal medida pode resolver o crônico problema de marcação na intermediária defensiva do Alviverde, sendo que com esse reforço defensivo, os alas ganhariam mais liberdade para apoiar o sistema ofensivo, saindo assim do 5x3x2 e passando a atuar no 3x5x2.
Até o possível improviso de Jackson na ala direita, no lugar do fraco Wilton Goiano, é compreensível para qualquer torcedor, claro, teorizando tal substituição apenas dentro do sistema tático com três zagueiros.
Porém, como o Alto da Glória está de pernas para o ar, não será surpresa se o torcedor Coxa-Branca se deparar com a equipe desta noite sendo forma com apenas o meia Jackson como encarregado da criação Alviverde, ou pior, o torcedor pode ver Ludemar no comando de ataque.
Pelo outro lado, o Náutico, que também não está tendo um bom início de temporada, deverá contar com seu time completo, além do apoio inicial de sua ressabiada torcida que, se não vir o Timbu prosperar durante a partida, poderá se voltar contra a própria equipe. Portanto, assim como o Coritiba está imprevisível, o resultado da partida também será imprevisível.
O time da casa ganha força ao jogar no Estádio dos Aflitos, onde o campo é pequeno, o gramado não tem boas condições para tocar a bola e a torcida costuma pressionar.
Uma vitória coritibana dará mais força para a equipe para a partida decisiva do final de semana contra o Jotinha. Uma nova derrota abalará ainda mais as estruturas Alviverdes, mesmo com a estratégia da Diretoria Executiva de divulga possíveis reforços após a partida desta noite.
Apesar de tudo isso a Nação Coxa-Branca torce, não só por um bom resultado na partida de logo mais, mas torce principalmente para ver, o mais rápido possível, uma luz no fim do túnel. Raça, Verdão!
Copa do Brasil 2006 – Segunda Fase)jogo de ida)
Náutico x Coritiba
Data: 15/03/2006, quarta-feira
Horário: 21h45
Local: Estádio dos Aflitos, em Recife.
Náutico:
Rodolpho, Pedro Neto, Breno, Leandro e Edu Silva; Tozo, Flávio (Maurício), Nildo, Danilo Oliveira, Betinho e Netinho.
Técnico: Roberto Cavalo.
Coritiba:
Arthur; Anderson, Índio e Marcelo Batatais; Wilton Goiano (Jackson), Márcio Egídio, Peruíbe (Renan), Guaru e Ricardinho; Eanes e Jefferson.
Técnico: Estevam Soares.
Árbitro: Manoel Aguiar Moita (CE)
Assistente 1: Manoel Márcio Bezerra Torres (CE)
Assistente 2: Antônio José da Silva Monteiro (CE)
4º Árbitro: Emerson Luiz Sobral (PE)
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)