
COPA DO BRASIL
Para avançar na Copa do Brasil, só vontade não basta: faltou técnica e o Coritiba está desclassificado da terceira fase da competição. Um magro 0x0, num jogo de raríssimas oportunidades de gol, o Cori despediu-se em casa, perante quase nove mil torcedores. Contra o Náutico, que veio bem postado taticamente para se defender e levar a vaga para Recife, o meio de campo e o ataque Coxa-Banca foram inoperantes. Agora resta ao Verdão buscar a vaga na final do Paranaense 2006, contra ADAP.
O encontro entre o Coxa e o Timbu deixou uma certeza aos torcedores que estiveram na noite de quarta-feira no Couto Pereira: o Coritiba precisa de reforços para continuar pensando em voltar à Série A. Enfrentando um time maduro e bem postado taticamente na defesa, o Cori já teve uma antecipação de como será a Série A este ano. Muita disputa, muitas faltas, uma péssima arbitragem, irritação da torcida pela inoperância do ataque e do meio de campo coritibano.
O jogo
O time pernambucano mostrou serviço com menos de cinco minutos de jogo, numa cobrança de escanteio, bem interceptada por Artur.
Aos 9, Guaru recebeu na grande área mas chutou por sobre o travessão. Neste lance, Jefferson corria livre pela direita, com boa colocação para marcar, mas Guaru errou, nem cruzando, nem chutando ao gol.
Aos 21, Jackson chutou forte, de fora da área, com a bola saindo pelo lado da meta do goleiro alvirrubro.
Aos 28, Guaru cruza da esquerda para o cabeceio de Mancha, novamente para fora.
Aos 46 minutos, Fabinho cobrou escanteio pela esquerda e Márcio Egídio tenta enganar o árbitro, concluindo com a mão e recebendo o amarelo.
O resumo do primeiro tempo foi este: um jogo sem emoção, muitas faltas e amarração do jogo pelos pernambucanos, que faziam cera, contando com a complacência do fraco árbitro Elvécio Zequetto (MS).
Na etapa inicial, o esquema tático de Estavam Soares, com Rodrigo Mancha e Egídio não deu certo. O time Coxa-Branca ficou com o meio de campo recuado no seu campo de defesa, isolando os meias e os dois atacantes, que literalmente não apareceram na partida.
Wilton Goiano novamente decepcionou, não fazendo uma única jogada ofensiva. Pela esquerda, Fabinho fez uma boa apresentação nos primeiros 46 minutos.
No segundo tempo, o treinador coritibano mexeu no time, sacando Guaru, figura apagadíssima em campo, para a entrada de Renan, que também não acabaria não jogando bem. O adversário tem boa chance, logo no primeiro minuto, num vacilo da zaga que se transformou numa falta quase na linha da grande área.
Aos 10 minutos, Jackson cruza pela direita e Jefferson marca de cabeça, com o árbitro assinalando um impedimento e anulando o gol.
Dez minutos depois, novo cruzamento pela direita, à meia altura, mas Jeferson chega atrasado.
Aos 21, o atacante Eanes passa pela zaga e chuta, para defesa do goleiro adversário.
Sem mostrar força ofensiva, com um meio campo sem poder de articulação e um ataque sem poder de arremate, o Verdão procura dos cruzamentos a alternativa para avançar, sem sucesso, já que na etapa complementar Fabinho cai drasticamente de produção e Wilton Goiano continua figura apagadíssima em campo. Tanto que acaba sendo substituído Anderson Gomes.
Apesar da mexida, com dois volantes em campo, o Cori continuou sem poder de armação de jogadas. Jackson bem que tentou, mais na base da individualidade, mas a pressão do resultado que não vinha, interferia no emocional do time e da torcida, que se impacientava nas arquibancadas.
Outra mexida no time foi a saída de Eanes para a entrada de Vinícius, que nada acrescentou ofensivamente.
O Coxa continua atacando de forma atabalhoada, facilitando o trabalho defensivo do Náutico, que fazia o tempo passar, seja com faltas, seja fazendo cera.
Com Renan apagado em campo, o Cori vivia das tentativas isoladas de Jackson. Anderson Gomes, Vinícius e Jefferson não tiveram oportunidades, com Jefferson atuando de pivô, Anderson Gomes pela direita e Vinícius pela esquerda.
O tempo passava, o time continuava agitado, assim como a torcida. Antes do apito final, Jefferson infantilmente entra no embalo do zagueiro Leandro e acaba sendo expulso.
Ao final da partida, novas críticas de boa parte dos torcedores. Alguns apupando o desempenho do time, outros criticando o Presidente coritibano.
Ontem à noite, Arthur, Índio e Henrique foram os melhores do Cori na partida contra o alvirrubro pernambucano. Jackson fez um segundo tempo razoável, chamando a responsabilidade do jogo. Os demais jogadores pouco apareceram na partida.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)