
COPA DO BRASIL
O Coritiba estreou na noite desta quarta-feira pela Copa do Brasil 2006. O time Verde e Branco viajou mais de três mil quilômetros para enfrentar o Icasa (CE), em Juazeiro do Norte. O placar de 0x0 no jogo de ida, faz com que o Coritiba precisa de uma vitória para se classificar à próxima fase. A partida de volta ocorre no próximo dia 8, no Couto Pereira.
No domingo o Cori enfrentará o Londrina, em jogo válido pelo Campeonato. Será uma partida na qual a pressão da torcida por bons resultados deverá acontecer de forma mais intensa.
A análise do jogo pelo site Coxan@utas foi feita com base na narração das rádios Banda B, Clube e Transamérica.
O time Coxa-Branca entrou em campo alterado se comparado com o time que iniciou o jogo no domingo passado, contra o Paraná Clube, pelo Paranaense 2006. O treinador Márcio Araújo mudou do 5x3x2 para o 4x4x2 nesta noite em Juazeiro do Norte. Anderson voltou ao time, ao lado de Henrique, que desta vez jogou pela esquerda da zaga (no clássico, Henrique iniciou a partida pelo lado direito). No meio de campo, Renan perdeu a titularidade. Márcio optou por dois volantes, Mancha e Peruíbe e dois meias, Eanes (que desta vez jogou mais recuado) e Jackson. Na frente, o treinador Coxa decidiu pela permanência de Ludemar, ao lado de Jefferson.
Na primeira etapa do jogo, poucos lances de perigo, e domínio do time cearense. O alviverde de Juazeiro do Norte atacou mais e fez menos faltas do que alviverde paranaense. Artur teve muito trabalho, fez boas defesas e garantiu o empate sem gols. Na frente, Jefferson correu bastante, mas a bola não chegava ao ataque, já que Eanes e Jackson estavam sumidos em campo.
Com a falta de apoio do meio de campo, o Cori se complicava defensivamente. Mancha e Peruíbe ficaram sobrecarregados, tanto que Mancha acabou expulso, após levar dois amarelos por faltas cometidas.
Os laterais Wilton Goiano e Julinho não apareceram no jogo ofensivo, acarretando mais dificuldades para o Alviverde do Alto da Glória conduzir o jogo ao seu interesse.
Na primeira etapa, o time da casa teve mais rendimento ofensivo, com dois escanteios, contra nenhum do Glorioso. Vendo o seu time melhor em campo, o treinador do Icasa fez duas substituições na primeira etapa.
Para o tempo complementar, Márcio Araújo mudou o time coritibano, tirando o apagadíssimo Eanes para a entrada de Guaru. A mexida deixou o Coritiba um pouco mais ofensivo, mas não o suficiente para intimidar o time cearense. Fora de sua posição original, Eanes não rendeu. O atleta não armava as jogadas, deixando o ataque do Cori refém da defesa do Icasa, que não foi incomodada.
A segunda etapa continuou tendo o Icasa como dono do jogo, em especial com o atacante Cristóvão, o destaque do time alviverde de Juazeiro.
Assim como Eanes, Guaru e Jackson não conseguiam armar lances para os atacantes Jefferson e Ludemar, que ficaram isolados no campo de ataque.
Em desvantagem numérica, o Verdão procurava segurar o ritmo do jogo, cadenciando-o.
Artur continuou sendo o destaque coritibano também na segunda etapa, com boas defesas. Bem colocado, dono de um futebol seguro e técnico, o goleiro alviverde também se destacou no segundo tempo.
O meio-campista Thiago Santos, emprestado pelo Cori, fez bons lances, obrigando Artur a fazer uma boa defesa por volta dos 35 minutos.
De concreto, em mais de noventa minutos, o Coritiba não criou uma única oportunidade mais contundente para marcar seu gol.
Com uma contusão aos 44 minutos, o atacante Jefferson sai do jogo para a entrada do zagueiro Índio. Demonstração clara de que o treinador Márcio Araújo estava satisfeito com o resultado de 0x0.
A partir dos quarenta minutos do tempo complementar, percebendo o interesse do Cori em segurar o resultado, o time do Icasa foi para cima, na busca do seu gol, mas sem sucesso.
Aos 47, Anderson Gomes entra no lugar de Ludemar, contundido.
Placar final, 0x0, num segundo tempo com o time local tendo quase vinte escanteios ao seu favor, reflexo de uma postura tática imposta por Márcio Araújo (foto) e de um elenco do Coritiba tecnicamente fraco. Pouquíssimo para um time cuja torcida quer voltar à Série A já em 2007.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)