
AVALIAÇÃO
Com um primeiro tempo razoável e um segundo tempo desastroso, o Coxa conseguiu segurar um empate em 0x0 que lhe deu a classificação para as oitavas-de-final da Copa do Brasil. Perdendo gols, errando muitos passes e desperdiçando contra-ataques, o time coritibano irritou a torcida, levando pressão durante quase toda a segunda etapa, com o Bahia perdendo várias oportunidades.
Primeiro tempo
O Coritiba entrou em campo com a mesma formação da vitória sobre o P. Clube no último fim de semana, pelo Paranaense, com Marcelinho Paraíba como capitão. A partida iniciou movimentada e, enquanto o Bahia buscava o ataque, o Coxa partia para os contra-ataques, buscando acionar Ariel Nahuelpan, que mostrava muita luta e era ovacionado pela torcida, mas pouco de objetivo conseguiu produzir.
Aos 16' o Alviverde teve sua primeira grande chance, em belo cruzamento de Carlinhos Paraíba para cabeçada de Ariel Nahuelpan que, sem marcação, mandou para fora. Quatro minutos depois foi a vez do Bahia assustar, e Vanderlei espalmou finalização do tricolor baiano, tirando pra escanteio.
Sem imposição do árbitro Leandro Pedro Vuaden, conhecido por deixar o jogo - e a violência - rolar solto, jogadores de menor porte físico, como o atacante Marcos Aurélio, acabaram engolidos pelos adversários de maior porte, e por isso o atacante Coxa pouco rendeu ao longo do jogo. Já os grandalhões Ariel e Evaldo travavam um embate mais digno de uma luta do que de um jogo de futebol.
Aos 32' o Coritiba quase abriu o placar: Marcelinho cobrou escanteio e Rodrigo Mancha desviou na primeira trave, mas a bola passou raspando o segundo pau, sem que fosse escorada para dentro do gol. A partir daí o Coxa tentou segurar o jogo e pouco produziu, errando passes e falhando nas bolas paradas.
Segundo tempo
A segunda etapa foi um verdadeiro pesadelo para a torcida Coxa-Branca. A bola praticamente não saiu do campo do Alviverde, com o Bahia pressionado a todo momento e assustando os presentes no Couto Pereira na fria noite de quarta-feira.
Entre os 6' e 15', Elton, por três vezes, quase abriu o placar para os baianos. No primeiro, Rubens Cardoso, ex-Coritiba, acionou Elton, que errou a finalização; três minutos depois, novo susto: o mesmo Elton cabeceia na trave; e aos 14', nova cabeçada perigosa, mas para fora.
O Bahia vinha pra cima do Coxa, e Alexandre Gallo mandou Ávine e Alex Maranhão nos lugares de Rubens Cardoso e Leo Medeiros, tentando partir para o "tudo ou nada", já que o 0x0 não interessava ao tricolor da Boa Terra.
Aos 21', num contra-ataque, o Coritiba teve sua chance mais clara de gol no jogo todo: um cruzamento perfeito da esquerda encontrou Ariel Nahuelpan no centro da área baiana. O centroavante testou com firmeza, à queima-roupa, mas o goleiro Marcelo operou um verdadeiro milagre, evitando a abertura do placar.
Aos 26', Ivo Wortmann começou a receber críticas mais incisivas, quando colocou Ramon no lugar de Marcos Aurélio. No Bahia, Paulo Roberto entrou para saída de Reinaldo, que foi o destaque negativo do time baiano, abusando da violência e da inoperância do árbitro.
Os últimos minutos de jogo foram marcados por muita pressão dos baianos, com cruzamentos e bolas paradas assustando a torcida Coxa-Branca. Aos 42', o Coxa quase joga fora a classificação, quando Leandro Donizete precisou tirar em cima da risca uma finalização após cobrança de escanteio, com a bola acertando também a trave. O desespero baiano era tanto que até o goleiro Marcelo foi pra área, mas de nada adiantou.
Apoio da torcida não faltou, mas no final a impaciência prevaleceu e o time saiu de campo vaiado por um grande número de torcedores. O técnico Ivo Wortmann foi xingado, principalmente pelos torcedores das sociais, que reclamavam da entrada de Ramon, que piorou o desempenho da equipe. Os muitos erros de passes e as perdas de vários contra-ataques também foram alvos das críticas. Ao contrário do que preconizava o treinador antes do jogo, o Coxa jogou com o "regulamento debaixo do braço" e, no fim das contas, classificou-se para as oitavas-de-final com muita dificuldade. Na próxima fase o Coxa enfrenta o vencedor do confronto entre Santos e CSA.
Destaques da partida:
Destaque positivo: Cleiton. O zagueiro foi soberano na defesa, mostrou tranquilidade mesmo com o time adversário pressionando, e deu belos passes para auxiliar o ataque, que não aproveitou as chances.
Destaque negativo: Marcos Aurélio, com "menções honrosas" para o técnico Ivo Wortmann e o árbitro Leandro Pedro Vuaden. O atacante Coxa-Branca foi engolido pela marcação baiana que, abusando da "benevolência" do árbitro, que não marcava faltas para o Cori, nada pode produzir.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)